Gaeco desmonta esquema do jogo do bicho com 20 réus, violência e envolvimento político em MS

por | jan 10, 2026 | Destaque Policial, Destaques, Geral, informes, NOTÍCIAS

Comando do grupo, estruturado por familiares, usava de violência, envolvimento de parlamentar e policiais para monopólio pelo negócio ilegal

A Justiça de Mato Grosso do Sul aceitou denúncia do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco/MPMS) e tornou réus 20 investigados por integrar uma organização criminosa voltada à exploração do jogo do bicho no Estado.

A decisão foi proferida pela 4ª Vara Criminal de Campo Grande, que considerou a denúncia consistente ao apontar a existência de um grupo estruturado, com divisão de funções, hierarquia interna e atuação em diferentes municípios.

De acordo com o Ministério Público, o esquema era comandado por um núcleo familiar sediado em Dourados e tinha como objetivo manter o monopólio da contravenção, utilizando ameaças, violência, corrupção e lavagem de dinheiro para afastar concorrentes.

As investigações indicam que a organização utilizava empresas de fachada para ocultar a origem dos recursos e movimentava grandes valores por meio de intermediários responsáveis pela arrecadação e distribuição do dinheiro.

A denúncia também relata roubos majorados praticados contra operadores de um grupo rival em outubro de 2023, em Campo Grande, como forma de intimidação e manutenção do controle territorial da atividade ilegal.

Entre os réus estão o deputado estadual Neno Razuk, dois policiais militares da reserva, além dos irmãos do parlamentar, Jorge e Rafael Razuk, e o ex-deputado estadual Roberto Razuk, apontado como uma das lideranças do esquema.

Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de apostas, além de armas de fogo, munições e cerca de R$ 270 mil em dinheiro. Também foram encontrados documentos que indicam a compra de bens em nome de terceiros, prática usada para ocultar patrimônio.

Com o recebimento da denúncia, os acusados terão dez dias para apresentar defesa. O processo segue agora para a fase de instrução, com coleta de provas, depoimentos e demais diligências judiciais.

Fonte: Diário Digital

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