Trump prende quem queima a bandeira dele, mas pede perdão a quem queimou a nossa.
Donald Trump assinou decreto que pune com prisão e até cancelamento de visto quem ousar queimar a bandeira dos Estados Unidos. Zero tolerância para símbolos nacionais quando o assunto é em casa. Mas, na carta enviada ao Brasil, ao mesmo tempo em que taxava nossos produtos em 50%, ele exigia anistia para quem fez justamente o que ele proibiu lá: destruir e profanar símbolos da República.
É o “faça o que eu digo, não faça o que eu faço” em escala internacional. Bandeira queimada em solo americano dá cadeia. Bandeira queimada aqui, no meio da depredação de Brasília, vira moeda de troca, exigência diplomática, sinal de lealdade ideológica. Trump protege os símbolos dele, mas autoriza a extrema direita brasileira a cuspir nos nossos.
E qual foi a reação do bolsonarismo? O silêncio cúmplice. A mesma turma que se indigna quando um artista pinta a bandeira de verde neon pede perdão para quem invadiu o Planalto, quebrou o Congresso e atacou o Supremo. Patriotismo seletivo não é patriotismo. É hipocrisia em estado bruto.
Joel Silva – Radialista e jornalista de formação especializado em Mkt político









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