O Partido dos Trabalhadores confirmou nesta semana que está deixando a administração do governador Eduardo Riedel (PP). A decisão foi acertada em reunião com o chefe do Executivo estadual e prevê a devolução gradual dos 25 cargos ocupados pelo partido, sem demissões abruptas ou clima de confronto.
De acordo com lideranças petistas, a opção foi motivada pela aproximação de Riedel com partidos e figuras alinhadas ao bolsonarismo, o que tornou insustentável a continuidade da parceria firmada em 2022. “A saída é tranquila, mas necessária para reposicionar o PT no cenário político de Mato Grosso do Sul”, avaliou um dirigente presente no encontro.
A reunião contou com a presença do deputado federal Vander Loubet, dos estaduais Pedro Kemp, Gleice Jane e Zeca do PT, além do ex-presidente regional do partido, Vladimir Ferreira. Todos reforçaram que a decisão não significa rompimento institucional: o PT seguirá apoiando pautas de interesse do Estado e do governo federal.
O governador, por sua vez, compreendeu a escolha e alinhou a forma de transição. O partido agora foca na construção de uma frente mais ampla para sustentar o governo Lula em MS e começa a articular nomes para disputar o comando do Estado em 2026, com figuras como Fábio Trad ganhando espaço no debate interno.
PT deixa gestão Riedel e inicia devolução de cargos em acordo sem rupturas

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