Empresa afirma que remuneração dos interventores pode gerar despesa de R$ 720 mil em seis meses e compara valor ao equivalente a 150 mil passagens de ônibus.
O Consórcio Guaicurus voltou a questionar os custos da intervenção determinada pela Prefeitura de Campo Grande no transporte coletivo da Capital. Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), a empresa criticou a remuneração dos integrantes da comissão interventora e afirmou que a medida poderá gerar uma despesa de aproximadamente R$ 720 mil ao longo dos seis meses previstos para a intervenção.
Segundo o Consórcio, os seis integrantes da comissão recebem salários que variam entre R$ 80 mil e R$ 120 mil. A empresa afirma que, ao final do período de intervenção, o custo total da remuneração dos interventores será equivalente ao valor arrecadado com cerca de 150 mil passagens de ônibus.
Na avaliação do Consórcio Guaicurus, o montante representa um gasto elevado para um sistema que, segundo a empresa, enfrenta dificuldades financeiras e operacionais. A nota sustenta que os recursos poderiam ser direcionados para investimentos no próprio transporte coletivo.
A intervenção foi decretada pela Prefeitura de Campo Grande com o objetivo de realizar uma análise administrativa, operacional e financeira do sistema de transporte público, além de acompanhar a prestação do serviço oferecido à população. O prazo inicial da medida é de seis meses.
Até o momento, a Prefeitura não havia se manifestado sobre as críticas apresentadas pelo Consórcio Guaicurus em relação aos custos da comissão interventora.
A discussão ocorre em meio aos debates sobre a qualidade do transporte coletivo na Capital, o equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão e as medidas adotadas pelo município para fiscalizar e avaliar a operação do sistema.




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