O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado, defendeu nesta sexta-feira (17), em entrevista à CNN Brasil, que o Brasil mantenha o diálogo diplomático como principal estratégia para enfrentar a nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre parte das exportações brasileiras.
A sobretaxa, que entra em vigor na próxima quarta-feira (22), foi confirmada pelo governo norte-americano. Apesar da ampliação da lista de produtos isentos, importantes setores da economia brasileira continuam sujeitos à medida.
Durante a entrevista, Nelsinho afirmou que o momento exige cautela e responsabilidade para evitar que a tensão comercial entre os dois países se transforme em uma disputa de maiores proporções.
Segundo o senador, o Brasil possui instrumentos legais para responder às tarifas, como a Lei da Reciprocidade Econômica, mas a prioridade deve ser esgotar todas as possibilidades de negociação antes da adoção de medidas de retaliação.
“O diálogo precisa prevalecer. O Brasil deve defender seus interesses, mas com inteligência e estratégia”, afirmou.
Nelsinho também destacou que a Comissão de Relações Exteriores acompanha de perto os desdobramentos da decisão norte-americana e mantém interlocução com o governo federal e representantes do setor produtivo para avaliar os impactos da medida.
O parlamentar não descartou a realização de uma nova missão oficial aos Estados Unidos, reunindo senadores e representantes da iniciativa privada, caso seja necessário reforçar as negociações diretamente com autoridades e congressistas norte-americanos.
Para o presidente da CRE, a questão deve ser tratada como um tema de Estado, acima das disputas políticas, considerando os reflexos que a nova tarifa pode provocar sobre a competitividade dos produtos brasileiros, as exportações e a geração de empregos.
A entrevista foi concedida no mesmo dia em que o senador divulgou uma nota pública reforçando a necessidade de uma solução diplomática para o impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos, defendendo a preservação das relações econômicas entre os dois países e a busca por alternativas que reduzam os impactos para os produtores brasileiros.




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