Indeferimento da prorrogação das prisões temporárias não afasta indícios de crime nem interrompe apuração sobre suposto esquema que envolve prejuízo ao erário e risco à saúde de pacientes
A delegada Ana Cláudia Medina, diretora do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, esclareceu nesta semana pontos importantes sobre a recente decisão judicial envolvendo a Operação OncoJuris.
Segundo a autoridade policial, o indeferimento do pedido de prorrogação das prisões temporárias — solicitado pelo DRACCO com manifestação favorável do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção — não significa o fim das investigações, tampouco invalida as medidas já autorizadas anteriormente pela Justiça.
De acordo com Medina, a decisão judicial se limitou à análise dos requisitos legais específicos necessários para a manutenção da custódia cautelar naquele momento processual. Ou seja, trata-se de uma avaliação técnica pontual, sem impacto direto sobre o mérito das investigações.
“A decisão não afasta a existência de indícios de prática criminosa”, reforça a delegada.
Investigações seguem em sigilo
A Operação OncoJuris apura um suposto esquema com potencial impacto direto nos cofres públicos e na saúde de pacientes, o que eleva a gravidade dos fatos investigados.
Mesmo com a decisão judicial, a Polícia Civil garante que os trabalhos seguem normalmente e sob sigilo, com foco na elucidação completa do caso. O objetivo, segundo o DRACCO, é identificar individualmente a responsabilidade de todos os envolvidos e assegurar a proteção do interesse público.
A atuação permanece integrada entre as instituições responsáveis, incluindo Polícia Civil, Ministério Público e demais órgãos de controle.
Compromisso com a apuração
A delegada Ana Cláudia Medina destacou ainda que o DRACCO mantém firme o compromisso com o combate à corrupção e ao crime organizado em Mato Grosso do Sul, sempre respeitando os limites legais e constitucionais.
A expectativa é que, com o avanço das investigações, novos desdobramentos possam surgir, contribuindo para o esclarecimento total dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.
Fonte: Polícia Civil de Mato Grosso do Sul / DRACCO-MS
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