Dignidade reconhecida: mulheres trans recebem documentos retificados em Anastácio

por | abr 15, 2026 | Cidadania, Destaques, informes, NOTÍCIAS | 0 Comentários

Ação reuniu Judiciário, Defensoria Pública e ONG Igualdade para Todos em cerimônia marcada por emoção e inclusão social

Um momento de emoção, cidadania e reconhecimento marcou a tarde desta terça-feira (15), no Fórum de Anastácio, onde mulheres trans de Aquidauana e Anastácio receberam oficialmente seus documentos com a retificação de nome e gênero, garantindo o reconhecimento legal de suas identidades e reforçando o respeito à dignidade humana.

A solenidade foi organizada pela Comarca de Anastácio, sob coordenação do juiz Luciano Pedro Beladelli, com participação da defensora pública Sara Corsino, em uma ação conjunta que mobilizou o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e instituições de apoio social.

O processo de regularização teve início ainda em novembro do ano passado, quando a Defensoria Pública Estadual, por meio da defensora Thaisa Defante, iniciou os atendimentos e encaminhamentos necessários para as retificações, contando com o apoio da Subsecretária de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, Mikaella Lima Lopes.

A iniciativa também teve parceria fundamental da ONG Igualdade para Todos, entidade que auxiliou diretamente as participantes durante todas as etapas do processo documental, prestando suporte, orientação e acolhimento às beneficiadas.

Entre as contempladas esteve a própria presidente da ONG, Suzy Vitória Pereira Mariano, que recebeu sua nova certidão de nascimento devidamente retificada justamente na véspera de seu aniversário.

Presidente da ONG, Suzy Vitória Pereira Mariano, recebeu sua nova certidão de nascimento.

Emocionada, Suzy celebrou o momento como um divisor de águas em sua vida:

“Receber meu documento com meu verdadeiro nome reconhecido é uma emoção que não cabe no peito. É como se hoje eu finalmente existisse perante o mundo como sempre fui. Receber isso na véspera do meu aniversário torna tudo ainda mais especial, como um presente de vida e dignidade.”

A cerimônia foi destacada pelos presentes como um exemplo de sensibilidade institucional e compromisso social, reforçando o papel essencial do Judiciário sul-mato-grossense e da Defensoria Pública na promoção da cidadania e da inclusão.

Mais do que uma simples mudança documental, o ato simbolizou justiça, respeito e reparação histórica para pessoas que, durante anos, viveram à margem do reconhecimento oficial de sua própria identidade.

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