Celso Amorim diz que Brasil deve se preparar para “o pior” diante da escalada de conflito no Oriente Médio

por | mar 3, 2026 | Brasil, Destaques, informes, NOTÍCIAS

Assessor especial do presidente Lula afirma que assassinato de líder em exercício é “inaceitável” e alerta para risco de alastramento regional

O assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira (2) que o Brasil deve se preparar para “o pior” diante da escalada de tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.

Durante entrevista ao repórter Túlio Amâncio, o embaixador condenou a morte de um líder de país que esteja no exercício do cargo e classificou esse tipo de ação como “inaceitável”.

“Ninguém é juiz do mundo. Matar um líder de um país, que está em exercício, é condenável e inaceitável. Devemos nos preparar para o pior”, declarou.

Questionado sobre o que consideraria “o pior” cenário, Amorim apontou para a possibilidade de ampliação do conflito na região, com envolvimento indireto de outros grupos e países.

“O aumento vertiginoso das tensões no Oriente Médio, com grande potencial de alastramento. O Irã historicamente fornece armamento para grupos xiitas que estão em outros países, além de grupos radicais”, argumentou.

A declaração ocorre em meio ao aumento das hostilidades entre o Irã, os Estados Unidos e Israel, cenário que tem elevado o alerta diplomático em diversas nações. O governo brasileiro acompanha a situação por meio do Itamaraty e mantém atenção redobrada quanto aos possíveis impactos geopolíticos e econômicos da crise.

O Oriente Médio é considerado uma região estratégica para o equilíbrio internacional, especialmente no que diz respeito à segurança global e ao mercado de energia. Especialistas avaliam que um eventual alastramento do conflito poderia provocar instabilidade política e reflexos econômicos em escala mundial.

Foto: Divulgação/Agência Senado

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