“O Acordo vai ser aprovado, trará avanços, mas também desafios para o nosso agro e a nossa indústria”, disse Tereza Cristina.
A criação de uma ampla zona de livre comércio entre Mercosul e União Europeia avançou no Congresso Nacional com a aprovação, por unanimidade, do relatório sobre o acordo comercial na Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul (Parlasul), nesta terça-feira, 24/02.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) é integrante do Parlasul e vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado e tem tratado das negociações para proteger os produtos brasileiros das salvaguardas impostas, de última hora, pelos europeus.
“O Acordo vai ser aprovado, trará avanços, mas também desafios para o nosso agro e a nossa indústria. Desafios esses que precisam ser monitorados”, disse Tereza Cristina. “Mas não tenho dúvidas de que é muito importante celebrar finalmente este tratado num momento em que impera no mundo o protecionismo”, completou. Tereza Cristina participou do fechamento do acordo comercial em Bruxelas, em 2019, quando era ministra da Agricultura.
A votação ocorreu após a retomada da análise, interrompida com pedido de vista no dia 10 de fevereiro. Agora, a proposta segue para o Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para o do Senado. O tratado foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional por meio de uma mensagem (MSC 93/2026).
Apresentado pelo presidente do colegiado, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), o relatório aponta que o acordo prevê redução gradual de tarifas, salvaguardas para setores sensíveis e mecanismos de solução de controvérsias, com a formação de um mercado integrado que reúne cerca de 718 milhões de pessoas e uma das maiores correntes comerciais do mundo.
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da CRE e vice-presidente da Representação Brasileira no Parlasul, avaliou que o acordo pode inaugurar nova fase de integração e defendeu acompanhamento técnico durante a tramitação.
“É uma oportunidade positiva e precisamos mitigar eventuais problemas ao longo do processo no Congresso. Vamos criar um grupo de trabalho com técnicos e consultores no Senado e realizar audiências públicas para esclarecer dúvidas e evitar prejuízos a quaisquer setores produtivos nacionais”, afirmou.
Com informações da Agência Senado








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