O desenvolvimento tecnológico em Mato Grosso do Sul ganha um novo capítulo com o fortalecimento de iniciativas ligadas à inovação e à integração universitária. Durante entrevista ao programa Papo Reto, apresentado pelo jornalista Joel Silva, o professor doutor Márcio de Araújo Pereira destacou o papel estratégico da educação e da tecnologia na transformação econômica do Estado, com foco especial nos projetos em andamento em Campo Grande e Ponta Porã.
Segundo o professor, a chamada “Rota” em Campo Grande já consolida a Capital como um importante polo de inovação, posicionando a cidade como um hub tecnológico relevante para o Brasil. No entanto, o avanço mais simbólico ocorre na região de fronteira, onde um projeto iniciado há mais de uma década começa a sair definitivamente do papel.
PTIN: visão construída há mais de 10 anos


O professor relembrou que participou diretamente da criação do PTIN – Parque Tecnológico Internacional, ainda quando atuava como docente da unidade universitária em Ponta Porã. O nome PTIN tem origem guarani e representa o Parque Tecnológico de Ponta Porã, concebido com a proposta de integrar conhecimento acadêmico, inovação e desenvolvimento regional.
A ideia nasceu entre 10 e 12 anos atrás, quando pesquisadores e gestores públicos visualizaram o potencial da fronteira como espaço estratégico para cooperação internacional e desenvolvimento tecnológico. Agora, com investimentos estruturais e apoio do poder público municipal, o projeto entra em uma nova fase.
De acordo com Márcio de Araújo Pereira, o dia 13 de março marcará um momento histórico: o parque passará a existir não apenas como planejamento institucional, mas como estrutura física e solução concreta voltada à inovação.
Hub internacional na fronteira
O modelo do PTIN prevê algo ainda inédito no país: um espaço de coabitação tecnológica, reunindo diferentes soluções inovadoras, empresas, pesquisadores e instituições de ensino superior em um mesmo ambiente.
Entre os parceiros acadêmicos, destaca-se a presença da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, apontada como universidade de referência no projeto, além de outras instituições que devem atuar de forma integrada.
A proposta é transformar Ponta Porã no primeiro grande hub internacional tecnológico das fronteiras brasileiras, fortalecendo a economia do conhecimento e ampliando oportunidades de pesquisa, empreendedorismo e geração de empregos qualificados.
Tecnologia onde ela precisa estar
Durante a entrevista, o professor enfatizou que o objetivo central é levar a tecnologia para onde ela realmente impacta a sociedade, conectando formação acadêmica, desenvolvimento regional e inovação prática.
Segundo ele, iniciativas como a Rota em Campo Grande e o PTIN em Ponta Porã demonstram que Mato Grosso do Sul começa a ocupar posição estratégica no cenário tecnológico nacional, especialmente pela localização geográfica e pela integração com países vizinhos.
A expectativa é que o parque tecnológico impulsione novas parcerias internacionais e consolide a fronteira sul-mato-grossense como referência em inovação nos próximos anos.









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