Durante entrevista ao programa Papo Reto, apresentado pelo jornalista Joel Silva, o professor doutor Márcio de Araújo Pereira abordou um dos temas centrais para o futuro do desenvolvimento regional: a necessidade urgente de qualificar pessoas em um ritmo muito mais rápido do que o modelo tradicional de ensino permitia até poucos anos atrás.
Segundo o especialista, o avanço econômico e tecnológico exige investimentos contínuos em educação, desde o ensino médio até a pós-graduação, com políticas públicas voltadas à formação de profissionais preparados para novas demandas.
Bolsas e formação como base do desenvolvimento
O professor destacou a importância dos programas de incentivo educacional, especialmente aqueles que oferecem bolsas de estudo em diferentes níveis. Ele citou iniciativas financiadas pela Fundect, que contribuem para a formação acadêmica e científica no Estado.
“É fundamental investir em bolsas de graduação, no ensino médio e também no mestrado. A qualificação prepara o cidadão e cria as condições para que o desenvolvimento realmente aconteça”, afirmou.
Ensino técnico e qualificação rápida
Além da formação universitária, Márcio de Araújo Pereira ressaltou o papel decisivo da educação técnica e profissionalizante. Instituições como o SENAC, o sistema Fecomércio MS e o SESC foram citadas como fundamentais para preparar trabalhadores em menor tempo e de forma prática.
Ele explicou que o mercado já não comporta processos longos de formação para determinadas funções.
“Ninguém mais vai esperar quatro anos para alguém ficar preparado. Em muitos casos, precisamos qualificar em seis meses. É aí que entram as micro-certificações”, destacou.
Micro-certificações e nova realidade profissional
As micro-certificações, conceito ainda recente no Brasil, surgem como alternativa para capacitar rapidamente profissionais em habilidades específicas, acompanhando as mudanças constantes do mercado de trabalho.
De acordo com o professor, essa modalidade permite atualização contínua e maior adaptação às necessidades das empresas e dos novos setores econômicos.
Inteligência artificial acelera transformações
Outro ponto enfatizado foi o impacto direto da inteligência artificial na formação profissional. Para ele, a tecnologia está acelerando a necessidade de requalificação constante, exigindo que trabalhadores aprendam ao longo de toda a vida.
“Tudo está acontecendo ao mesmo tempo. Às vezes parece que perdemos o fôlego, mas é necessário acompanhar. A inteligência artificial aumenta ainda mais a necessidade de novas qualificações”, explicou.
Momento exige adaptação
Encerrando a entrevista, o professor ressaltou que quem estiver preparado educacionalmente terá mais oportunidades diante das transformações econômicas em curso.
A participação no Papo Reto reforçou a importância do debate sobre educação, inovação e qualificação profissional como pilares estratégicos para o crescimento de Mato Grosso do Sul e para a inserção competitiva da população no mercado de trabalho atual.








0 comentários