Eli Sousa foi preso esta manhã, durante operação deflagrada pelo Gaeco (Foto: Henrique Kawaminami)
O empresário Francisco Elivaldo de Souza, conhecido como Eli Sousa, preso durante as operações Collusion e Simulatum, deflagradas pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), possui ligação societária com o ufólogo Urandir Fernandes de Oliveira, fundador do grupo Dakila.
Após a repercussão da ação, o grupo ligado a Urandir divulgou nota pública negando qualquer envolvimento com as investigações.
Segundo o comunicado, nenhuma empresa, dirigente ou colaborador do Grupo Dakila é alvo de apuração, inquérito ou denúncia por parte do Ministério Público. A nota afirma ainda que a associação da imagem do grupo às operações seria um “equívoco”, já que os mandados cumpridos ocorreram em um imóvel vizinho, sem qualquer vínculo jurídico ou patrimonial com a organização.
“O grupo Dakila não é investigado, citado ou mencionado em qualquer procedimento relacionado às operações”, diz o texto.
Operações apuram fraudes em contratos públicos
As operações Collusion e Simulatum investigam suspeitas de fraudes em licitações e contratos públicos firmados com a Prefeitura e a Câmara Municipal de Terenos, envolvendo serviços gráficos, publicidade institucional e locação de equipamentos de som desde 2021.
Ao todo, foram cumpridos 36 mandados de busca, apreensão e prisão em Campo Grande, Rio Negro e Terenos. Pelo menos seis pessoas foram presas, incluindo o dono de um jornal local e empresários ligados a empresas contratadas pelo poder público.
A investigação aponta indícios de organização criminosa, direcionamento de licitações e simulação de concorrência para beneficiar grupos específicos.
Defesa tenta preservar imagem
A manifestação pública do grupo ligado ao ufólogo mostra a preocupação em evitar desgaste de imagem, uma vez que a simples associação a uma operação de grande repercussão pode gerar impactos reputacionais, mesmo sem citação formal nos autos.
Enquanto isso, o Gaeco mantém o foco nas empresas e pessoas diretamente envolvidas nos contratos investigados.
O CliqueNewsMS seguirá acompanhando o andamento das investigações e publicará novas informações assim que houver atualização oficial por parte do Ministério Público ou da Justiça.
Fonte: Site Campo Grande News









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