Estado apresenta modelo que integra produção e conservação, com destaque para o Pantanal e políticas voltadas à biodiversidade, água e carbono
O governador Eduardo Riedel destacou o papel estratégico de Mato Grosso do Sul na agenda ambiental global durante a participação no High-Level Segment da COP-15, que reúne representantes de diversos países e lideranças internacionais em torno de temas centrais para a conservação da biodiversidade.
Durante o encontro, o chefe do Executivo estadual ressaltou que o Estado possui características únicas no cenário ambiental brasileiro, abrigando três importantes biomas: o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pantanal — este último considerado um dos ecossistemas mais preservados do planeta, com cerca de 84% de sua vegetação nativa mantida.
Pantanal como patrimônio global
Riedel enfatizou que o Pantanal vai além de sua relevância paisagística, sendo um verdadeiro corredor ecológico internacional. O bioma abriga centenas de espécies migratórias e mais de 600 espécies de aves, que encontram no território sul-mato-grossense condições ideais para sobrevivência, reprodução e manutenção de seus ciclos naturais.
“Proteger o Pantanal é proteger fluxos ecológicos que ultrapassam fronteiras e conectam continentes”, pontuou o governador.
Desenvolvimento aliado à conservação
Outro ponto central da fala foi o modelo de desenvolvimento adotado por Mato Grosso do Sul. Segundo Riedel, o Estado passou por uma transformação produtiva nas últimas décadas, marcada pela diversificação da matriz econômica, intensificação da produção com uso de tecnologia e ampliação de investimentos em infraestrutura.
O governador reforçou que o diferencial do Estado não está apenas na preservação ambiental, mas na forma como o crescimento econômico é conduzido. “Desenvolvimento e conservação não são opostos, são complementares e essenciais para melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou.
Eixos estratégicos para o futuro
Para enfrentar o desafio de crescer de forma sustentável, Mato Grosso do Sul estruturou sua política ambiental em três grandes eixos: biodiversidade, recursos hídricos e carbono.
Essas diretrizes orientam a formulação de políticas públicas e consolidam o compromisso do Estado com uma agenda ambiental responsável, alinhada às demandas globais e às necessidades locais.
por Neia Nantes









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