A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal criou um grupo de trabalho para acompanhar as investigações envolvendo o Banco Master, alvo de apurações da Polícia Federal, do Banco Central e de outros órgãos de controle por supostas irregularidades financeiras.
A decisão foi formalizada no dia 15 de janeiro de 2026, por meio de ato administrativo assinado pelo presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL). O objetivo é reforçar a fiscalização do Congresso sobre um caso que pode ter impacto relevante no sistema financeiro nacional.
Objetivo do grupo
O grupo de trabalho terá como atribuições:
- Acompanhar o andamento das investigações sobre o Banco Master;
- Solicitar informações e documentos a órgãos de controle;
- Convocar autoridades e envolvidos para prestar esclarecimentos;
- Avaliar possíveis medidas legislativas relacionadas ao caso.
Segundo a CAE, a iniciativa busca garantir transparência e proteger a economia brasileira, sem oferecer qualquer tipo de blindagem aos investigados.
Quem integra o grupo
A comissão é formada por sete senadores de diferentes partidos e estados:
- Alessandro Vieira (MDB-SE)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Fernando Farias (MDB-AL)
- Leila Barros (PDT-DF)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
O grupo poderá convocar autoridades, requisitar documentos e acompanhar desdobramentos judiciais relacionados ao caso.
Contexto das investigações
As apurações sobre o Banco Master ganharam repercussão nacional após a instituição sofrer liquidação extrajudicial determinada pelo Banco Central. As investigações envolvem suspeitas de fraudes em operações financeiras, incluindo a venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), estimada em R$ 12,2 bilhões.
A Polícia Federal apura possíveis crimes financeiros, irregularidades contábeis e uso de estruturas para ocultação de patrimônio.
Possível CPI
Além do grupo de trabalho da CAE, parlamentares também articulam a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para aprofundar as investigações sobre o caso.
A atuação do Senado amplia a pressão política para que as apurações avancem e para que eventuais responsabilidades sejam devidamente esclarecidas.






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