Papy defende diálogo e cautela política após decisão de Adriane Lopes sobre projeto que suspenderia mudanças na taxa do lixo
O presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Epaminondas Neto (Papy – PSDB), afirmou que trabalha para reduzir a tensão política causada pelo veto da prefeita Adriane Lopes (PP) ao projeto que suspendia alterações na base de cálculo da taxa do lixo, incluída no IPTU de 2026.
A proposta havia sido aprovada em sessão extraordinária pelos vereadores, mas acabou vetada integralmente pelo Executivo municipal, o que gerou forte repercussão entre parlamentares e na população.
Em entrevista, Papy destacou que o momento exige cautela e diálogo para evitar um agravamento da crise política. Segundo ele, a Câmara deve analisar os próximos passos com responsabilidade, sem transformar o impasse em um embate institucional.
“É claro que existe uma crise política, mas precisamos agir com serenidade, sem revanchismo”, afirmou o presidente da Casa.
Diálogo com lideranças
Papy informou que tem mantido conversas com vereadores, representantes da sociedade e autoridades, incluindo membros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS), na tentativa de construir um entendimento antes de qualquer decisão sobre a derrubada do veto.
O objetivo, segundo ele, é encontrar uma solução que preserve o diálogo entre os poderes e evite medidas precipitadas.
Votação deve ficar para fevereiro
Apesar da pressão para que o veto seja analisado ainda neste mês, o presidente da Câmara indicou que a discussão deve ficar para fevereiro, quando termina o recesso legislativo. A primeira sessão ordinária está marcada para o dia 3 de fevereiro.
Para derrubar o veto da prefeita, são necessários 15 votos favoráveis, o que representa a maioria absoluta dos vereadores, independentemente do número de parlamentares presentes na sessão.
Clima político segue tenso
O aumento do IPTU e a cobrança da taxa do lixo têm sido alvo de críticas por parte da população e de vereadores da base e da oposição. O tema se tornou um dos principais focos de desgaste político da gestão Adriane Lopes neste início de ano.
Enquanto isso, a Câmara tenta equilibrar a pressão popular com a necessidade de manter estabilidade institucional.
por Neia Nantes






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