Aquidauana (MS) – Prints que circulam em grupos de WhatsApp e publicações feitas pelo Blog da Gi indicam que houve articulação prévia entre vereadores para derrubar um projeto do Executivo Municipal que previa o fim das indicações políticas e a adoção de critérios técnicos nas contratações do Hospital da Cidade, atualmente sob intervenção do município.
A proposta foi encaminhada pelo prefeito Mauro do Atlântico e estabelecia que as contratações de pessoal no hospital e em outras secretarias passariam a ocorrer por processo seletivo, priorizando qualificação profissional, prova de títulos e isonomia salarial por função.
Conversas vazadas e articulação
Nos prints que circularam nas redes sociais, integrantes dos grupos mencionam nomes de vereadores, confirmam maioria formada e citam, de forma explícita, a intenção de derrubar a proposta. Há ainda referência a reuniões realizadas antes da votação e à mobilização para garantir votos contrários ao projeto.
As mensagens reforçam a tese de que a votação não foi casual, mas resultado de uma articulação política organizada.
Votação ocorreu durante ausência da presidência
Outro ponto que chamou atenção foi o fato de o projeto ter sido colocado em votação durante a ausência do presidente da Câmara, o vereador Everton Romero, que estava em viagem oficial, com ausência justificada.
Com isso, vereadores teriam se aproveitado do cenário para acelerar a tramitação e derrotar a proposta do Executivo.
Quem votou contra o projeto
Na votação, sete vereadores foram maioria e derrubaram a emenda que previa o processo seletivo técnico no hospital. São eles:
- Wezer Lucarelli
- Renato Bossay
- Edenilson Dittmar Jr
- Valter Neves
- Juraci Jesus
- Genivaldo Montana
- Ana Saravy
O vereador Marquinhos Taxista se absteve da votação.
Críticas e repercussão
A derrubada do projeto gerou forte repercussão nas redes sociais. Críticos afirmam que a decisão mantém brechas para indicações políticas, especialmente em um hospital que enfrenta denúncias recorrentes de aparelhamento e instabilidade administrativa.
A proposta previa justamente o contrário: priorizar competência técnica, evitar perseguições internas e garantir igualdade salarial, inclusive com possibilidade de inclusão de médicos no processo seletivo.
Espaço aberto
Até o momento, os vereadores citados não se manifestaram oficialmente sobre o conteúdo dos prints e a suposta articulação. O espaço segue aberto para posicionamento.
Abaixo os prints que circulam:









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