Joanete, dor e prevenção: ortopedista explica causas e tratamentos no Papo Reto

por | out 10, 2025 | Destaques, Entrevista, informes, NOTÍCIAS, saúde

Em entrevista ao Papo Reto, Dr. Caio Augustus fala sobre a relação entre genética, calçados e hábitos que afetam a saúde dos pés e tornozelos.

O programa Papo Reto desta sexta-feira (10) recebeu o ortopedista Dr. Caio Augustus, especialista em pé e tornozelo, para uma conversa franca e descontraída sobre dores, joanetes e outros problemas que afetam a mobilidade e o bem-estar de muita gente.

Logo na abertura, o apresentador Joel Silva brincou: “Hoje o assunto é aquele que todo mundo já levantou em casa — o tal do joanete!”. A partir daí, a conversa seguiu em ritmo leve, mas com muito conteúdo técnico.

Segundo o médico, o joanete (ou hálux valgo) tem dois fatores principais: genética e uso de calçados apertados.

“Tem algumas tribos indígenas que andam descalço e têm joanete. Ou seja, há um componente hereditário importante. Mas o uso de calçado apertado, principalmente em mulheres, agrava o quadro. A ponta do sapato força o desvio do dedão ao longo dos anos”, explicou o ortopedista.

Dr. Caio também revelou que o problema é muito mais comum entre mulheres — e que o uso precoce de salto alto está entre os fatores que aceleram o aparecimento da deformidade.

“Até o começo da adolescência, a incidência é parecida entre meninos e meninas. Mas depois disso, o número de casos em mulheres dispara por causa do tipo de calçado”, observou.

Tratamento e recuperação

A cirurgia de correção é indicada nos casos mais graves, e o médico explicou que a recuperação exige paciência.

“Após o procedimento, o paciente usa uma sandália ortopédica e já pode apoiar o pé no chão. Mantém por cerca de seis semanas e depois inicia a fisioterapia. A recuperação é gradual, mas os resultados são muito bons”, destacou.

Durante o bate-papo, o ortopedista também falou sobre outras dores e lesões comuns — como torções, artroses e tendinites — e ressaltou que a dor é sempre multifatorial.

“A gente trata de dor, e dor é algo muito pessoal. Às vezes duas pessoas com a mesma fratura sentem níveis completamente diferentes. É por isso que o ortopedista também precisa ouvir o paciente, entender o todo, não só o osso afetado”, pontuou.

Da bola para o bisturi

Apaixonado por futebol, Dr. Caio contou que antes da medicina sonhava em ser jogador profissional.

“Joguei bola até os 17 anos, inclusive cheguei a fazer um ano de Educação Física. Mas a vida foi me levando e decidi fazer Medicina. Não conhecia nenhum médico, mas foi a melhor escolha que poderia ter feito”, relembrou, rindo.

A entrevista completa está disponível nas redes sociais do TopMídiaNews, dentro do quadro Papo Reto, com apresentação de Joel Silva.

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