Amanhã vou abrir um parêntese em meu programa de rádio, para aplaudir um texto que é muito mais do que um artigo — é um soco elegante na nossa consciência. Falo do jornalista e articulista João Carlos Silva, que escreveu com alma sobre a despedida de Roberto Duailibi, um dos maiores nomes da publicidade brasileira, nascido aqui, em Campo Grande.
João Carlos faz uma pergunta que devia ecoar nos gabinetes do poder: ‘O que faz uma cidade e um estado que não preserva os seus e seu sucesso?’ — E segue lembrando que Duailibi, mesmo tendo ganhado o Brasil e o mundo, sempre falava com orgulho de sua terra natal. Mas, no dia da sua morte, nenhuma autoridade local sequer mencionou seu nome. Nada. Silêncio.
No texto, ele lembra que ‘Roberto Duailibi foi uma referência para muitos profissionais da publicidade e do marketing. Criou campanhas memoráveis com sua DPZ, foi membro da Academia Paulista de Letras e exaltava sua Campo Grande.’ E mesmo assim, nenhuma linha, nenhuma bandeira a meio mastro. Uma ausência que dói.
João Carlos também traz outro nome que a cidade ignorou: o ex-prefeito Wilson Fadul. Um médico, ex-ministro, homem público. Segundo ele, *‘foi preciso ligar para o gabinete do prefeito para que colocassem a bandeira em luto’. Uma vergonha.
E ele conclui com uma lembrança importante: ‘O Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul é o guardião da memória e da história de quem tremulou pelo Brasil e pelo mundo a bandeira de Campo Grande e do estado.’
João Carlos, parabéns pela lucidez, pelo texto forte, sem firula, sem medo de cutucar onde precisa. Gente como você mantém acesa a chama da memória e da identidade. E como você bem disse: Roberto Duailibi fez sua parte. Agora, as autoridades precisam fazer a delas.
Joel Silva, jornalista e âncora do programa A Banca da Rede Top de Rádios
Confira a íntegra do artigo do meu amigo jornalista e articulista radicado em Brasília, João Carlos Silva
https://brazilurgente.com.br/um-cidadao-campograndense/
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