Alvo da Operação Castelo de Cartas, empresário afirma ser inocente, diz que não mantém negócios com Camillo Zahran e declara que está colaborando com as investigações
O empresário Gabriel Gandi Zahran Georges, alvo da Operação Castelo de Cartas ao lado do irmão, Camillo Gandi Zahran, divulgou nota pública na tarde desta quinta-feira (29) para negar qualquer envolvimento em um esquema de fraudes financeiras investigado pela Polícia Civil. Em manifestação feita por meio das redes sociais e encaminhada à imprensa, Gabriel afirmou que recebeu as acusações “com surpresa”, mas garantiu que sempre pautou sua conduta pela ética e pelo respeito às leis.
Na nota, o empresário também comentou a situação do irmão, Camillo Zahran, que é considerado foragido após não ser localizado para cumprimento de mandado de prisão expedido na quarta-feira (28). Segundo Gabriel, caso o irmão tenha cometido ilegalidades, deverá responder judicialmente.
“Com relação ao meu irmão, a única coisa que posso falar é que, se de alguma forma ele transgrediu as leis, terá que prestar contas à Justiça”, afirmou.
A Operação Castelo de Cartas investiga a atuação de uma organização criminosa especializada em estelionato comum e eletrônico, com base em falsas promessas de investimentos de alto rendimento. A primeira fase da operação foi deflagrada em São José do Rio Preto (SP) e a segunda teve desdobramentos em Campo Grande, onde Gabriel foi alvo de mandados de busca e apreensão.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam utilizado empresas de fachada e explorado a ligação familiar com um tradicional grupo empresarial dos setores de energia e gás para conferir aparência de credibilidade ao esquema. As autoridades destacam, no entanto, que os irmãos não integram a administração formal das empresas do grupo.
Em pronunciamento, Gabriel declarou que não participou do esquema e que está colaborando com as investigações. “Não fiz parte disso e jamais faria. Estou contribuindo com a polícia”, disse. Ele também afirmou não manter negócios com o irmão e disse confiar que a verdade será esclarecida ao longo do processo.
Até o momento, a operação apreendeu mais de R$ 1,5 milhão em bens, incluindo veículos de luxo, joias, relógios, dinheiro em espécie e notas promissórias. Segundo a polícia, os valores recuperados representam apenas parte do prejuízo causado às vítimas.
Ao final da nota, Gabriel agradeceu o apoio de pessoas que aguardam o desfecho do caso com isenção e reiterou confiança na Justiça. “O tempo se encarregará de esclarecer cada detalhe, restabelecendo a realidade dos fatos”, concluiu.
Confira a nota de Gabriel Zahran na íntegra:
“Diante das recentes acusações, gostaria de manifestar publicamente minha total inocência. Recebo tais acusações com surpresa, mas com a serenidade de quem nada deve. Reitero que sempre pautei minha conduta pela ética e pelo respeito às leis.
Minha defesa já está trabalhando para apresentar todos os fatos e provas necessários às autoridades competentes. Tenho plena confiança na Justiça e na verdade. O tempo se encarregará de esclarecer cada detalhe, restabelecendo a realidade dos fatos.
Com relação ao meu irmão a única coisa que posso falar é que se de alguma forma ele transgrediu as leis, terá que prestar contas à Justiça. Por fim, agradeço o apoio daqueles que aguardam o desfecho deste lamentável episódio com isenção.
Atenciosamente, Gabriel Gandi Zahran Georges”.
por Neia Nantes
Fonte: Polícia Civil / Nota pública de Gabriel Gandi Zahran Georges







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