O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ainda não decidiu se irá apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2026 e que vai aguardar “gestos concretos” do governo federal antes de tomar uma posição política.
A declaração foi dada durante agenda em João Pessoa, na Paraíba. Segundo Motta, a política é construída com base em reciprocidade e diálogo, e qualquer definição sobre apoio eleitoral dependerá das ações do Palácio do Planalto.
“Temos que entender o que vamos ter de apoios e de gestos para decidir quem vamos apoiar, sempre com respeito à população do nosso estado”, afirmou o parlamentar.
Apesar de evitar o termo “neutralidade”, Motta deixou claro que sua posição ainda não está definida. Ele ressaltou que as decisões políticas também passam pelas alianças regionais na Paraíba, onde mantém parceria com o governador João Azevêdo (PSB).
No cenário estadual, Motta destacou como prioridades a continuidade do projeto político liderado por Azevêdo, a pré-candidatura do vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e a tentativa de viabilizar o nome de seu pai, o prefeito Nabor Wanderley, para o Senado Federal — disputa que envolve outros nomes fortes no estado.
O presidente da Câmara também comentou o veto de Lula ao projeto que alterava a dosimetria das penas para condenados pelos atos de 8 de janeiro. Segundo ele, o Congresso vai analisar o veto com tranquilidade, e a pauta deve ser discutida nas próximas sessões legislativas.
A fala de Hugo Motta evidencia que o apoio à reeleição de Lula ainda está em aberto e dependerá de articulações políticas, especialmente no âmbito regional, onde interesses locais pesam na definição das alianças nacionais.






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