Em um econtro com a imprensa, a instituição ressaltou a relevância do jornalismo na sociedade e a importância da união com o poder judiciário
No dia 20 de dezembro, último dia do expediente em 2025, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou à imprensa os resultados obtidos durante o ano. O Procurador-Geral de Justiça, Romão Avila Milhan Junior, acompanhado de membros da Administração Superior, recebeu os profissionais, divulgou informações relevantes, respondeu a perguntas e ainda guiou o grupo em uma visita pelas instalações da Procuradoria-Geral de Justiça.
Ao abrir o evento, o Procurador-Geral de Justiça, fez uma fala sobre o papel da instituição como defensora das garantias individuais e coletivas conquistadas após o período ditatorial, lembrando que a evolução da sociedade brasileira, sob a proteção da Constituição de 1988, é indissociável de uma imprensa livre.
Diante dessa observação, fez um agradecimento público ao apoio dos veículos de comunicação, especialmente durante os embates judiciais que preservaram o poder investigatório do Ministério Público. Segundo ele, esse privilégio é o que sustenta as atuais ofensivas contra a corrupção e o crime organizado.
“A imprensa tem um papel fundamental na redemocratização e na evolução constante da nossa sociedade. Graças à imprensa livre, fatos que muitas vezes não chegariam pelos canais comuns — como a falta de um medicamento em uma UPA — chegam ao nosso conhecimento por denúncias de usuários via jornalismo”, exemplificou Romão Avila Milhan Junior.
Destaques
No campo social e da saúde, o Procurador destacou a atuação do Centro de Autocomposição (Compor) para solucionar crises agudas, como a mediação que resultou no plano emergencial para a Santa Casa de Campo Grande. Também relembrou a resposta da instituição após o feminicídio da jornalista Vanessa Ricarte, episódio que impulsionou a criação de ferramenta para monitoramento de agressores e a melhoria do atendimento especializado às mulheres.
A modernização da segurança pública também foi pauta, com destaque para a força-tarefa que agilizou o processamento de boletins de ocorrência de violência doméstica e viabilizou a digitalização de peças e a gravação de interrogatórios e depoimentos.
Após o diálogo, o grupo pôde conhecer as instalações da PGJ, passando pelo Data Center, pela sede do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), pelo Daex (Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução) e, por fim, o CI (Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação).
Dados divulgados:
Produtividade jurídica: Mais de 4 mil ações ajuizadas e 30 mil denúncias apresentadas à Justiça.
Combate à corrupção: O Grupo de Atuação Especial e Combate à Corrupção (Gecoc) atuou contra desvios de mais de R$ 66 milhões, executando 180 mandados de busca em 13 cidades.
Enfrentamento ao crime organizado: O Gaeco realizou 19 operações estratégicas, resultando em 107 prisões e 370 mandados de busca.
Inteligência e tecnologia: O Centro de Pesquisa, Análise, Difusão e Segurança da Informação (CI) disponibilizou mais de 400 mil dados para subsidiar investigações complexas.
Saúde e mediação: Acordos mediados pelo Compor envolveram mais de R$ 15 milhões em benefícios para áreas como saúde e assistência social.
Proteção à mulher: O sistema Alerta Lilás emitiu mais de 19 mil alertas automáticos para monitorar agressores reincidentes.
Preservação ambiental: Monitoramento e fiscalização de 71 mil hectares de desmatamento ilegal por meio de programas, como o Pantanal em Alerta.
Impacto social: Arrecadação de R$ 6 milhões via campanha Declare Seu Carinho e destinação de 350 celulares apreendidos para uso pedagógico em escolas públicas.
Diálogo com o cidadão: A Ouvidoria processou mais de 5 mil manifestações, que fundamentaram novas investigações e missões constitucionais.







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