Insatisfeitos com o governo Lula, Hugo Motta e Alcolumbre ignoram cerimônia de sanção do novo IR

por | nov 26, 2025 | informes, NOTÍCIAS, política

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda foi sancionada nesta terça-feira (26) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o fato político do dia não veio do Palácio do Planalto — e sim do Congresso. Os presidentes das duas Casas, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), simplesmente não compareceram à cerimônia oficial.

A ausência dos dois, que comandam Câmara e Senado, foi interpretada em Brasília como um recado claro de insatisfação com o governo. Apesar de o projeto ter sido aprovado de forma tranquila no Legislativo, a relação entre Planalto e Congresso vive semanas de atrito.

O que foi sancionado

A nova lei amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduz a alíquota para contribuintes que recebem até R$ 7.350. A medida atinge milhões de brasileiros e altera diretamente o orçamento de trabalhadores assalariados.

Mesmo sem ir ao evento, Motta parabenizou publicamente a sanção. Já Alcolumbre não fez manifestações formais sobre o tema.

Clima azedo entre os Poderes

O gesto dos presidentes das Casas Legislativas não passou despercebido no Planalto. Analistas avaliam que a ausência é simbólica e ocorre em um momento em que:

  • O governo enfrenta tensões internas com a base aliada;
  • Há desconforto entre parlamentares com decisões recentes do Executivo;
  • A disputa por protagonismo político voltou a ganhar força dentro do Congresso.

Nos bastidores, a avaliação é que a relação institucional está longe de ser harmoniosa — e a cerimônia de ontem foi mais um capítulo dessa queda de braço.

Nada muda para o contribuinte

Apesar do embate político, a lei está sancionada e passa a valer dentro do cronograma previsto. O contribuinte com renda até R$ 5 mil ficará isento, e quem está na faixa até R$ 7.350 terá redução da carga tributária.

Leitura política

A ausência de Motta e Alcolumbre não travou a sanção, mas deixou clara a mensagem: o Congresso quer ser ouvido e quer protagonismo. Ao não aparecerem no Planalto em um dos anúncios mais populares do governo, os dois líderes reforçaram que a tensão entre os Poderes está longe de terminar.

0 comentários