“Centro em Ação” precisa sair do discurso e virar resultados

por | out 2, 2025 | Geral, NOTÍCIAS

A Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL) acompanhou com muita atenção, por meio de seu presidente Adelaido Figueiredo, a apresentação do programa Centro em Ação, promovida pela Prefeitura. O evento, realizado na noite desta terça-feira (30), trouxe discursos eloquentes, vídeos motivacionais e palmas entusiasmadas. Mas, quando as luzes do palco se apagaram, a realidade permaneceu: o centro continua sem um projeto efetivo, que tenha prazos, indicadores e medidas concretas para sair do estado de abandono em que se encontra.

“O Centro de Campo Grande agoniza. Não precisamos de espetáculo, precisamos do básico: segurança, limpeza, presença da Prefeitura. Sem isso, qualquer programa anunciado é apenas retórica vazia. A cidade e o comércio não suportam mais viver de promessas”, afirmou Adelaido Figueiredo.

Durante o evento foram anunciados, com assinatura de protocolo de intenções, quatro eixos: Ronda Segura, Sandbox CG (inovação), Programa Imóveis Abandonados e Confraria do Centro.

Ao analisar o que foi anunciado, a CDL Campo Grande observou que não foram divulgados prazos para execução das ações, ou sequer explicado como elas acontecerão, com destaque para:

  • Segurança pública: o Ronda Segura se limita a um conceito, sem reforço de efetivo, tecnologia ou integração com comerciantes. Não houve anúncio de quando as tais câmeras serão implantadas e estarão em funcionamento, nem da data da mudança da sede para a antiga rodoviária;
  • Limpeza urbana: não houve qualquer anúncio sobre recolhimento de lixo, varrição de ruas. A sujeira e o abandono seguem visíveis a cada esquina;
  • Vulnerabilidade social: foi anunciado apenas que estão fazendo uma espécie de censo da população em situação de rua, mas nenhuma política pública efetiva foi anunciada;
  • Mobilidade e estacionamento rotativo: Campo Grande está há 43 meses sem a solução do rotativo e ontem, mais uma vez, a responsabilidade deste problema foi transferida para terceiros. O atraso é símbolo da morosidade da gestão e prejudica diretamente a circulação de clientes e a sobrevivência dos negócios.
  • Sandbox CG: o tema sequer foi citado ou explicado no evento, demonstrando que não se trata de algo que tenha relevância para a região central.
  • Gestão municipal: mais uma vez, a cidade é brindada com pirotecnia institucional. Palavras bonitas no lugar de ações práticas, anúncios no lugar de execução.

A CDL Campo Grande reitera: não se revitaliza uma cidade com decretos e coletivas. Revitalização se faz com planejamento, execução e resultados verificáveis. O centro histórico e comercial da Capital é o coração econômico de milhares de famílias e pede socorro urgente.

Adelaido lembrou que o centro só sobrevive graças ao esforço e persistência da iniciativa privada. “São os empresários que mantém o centro de Campo Grande vivo, eles persistem, insistem e no evento de ontem a única ação efetiva vem da iniciativa privada com os investimentos de R$ 60 milhões do Hotel Slaviero e que vai gerar 100 empregos diretos e de R$ 100 milhões do Hospital Hapvida, que além gerar 456 empregos direto, vai beneficiar trabalhadores, usuários do sistema de saúde e trazer um novo público para o centro. É a iniciativa privada quem realmente faz algo pelo centro”, pontuou.

Mesmo com críticas e apontamentos das falhas, a CDL Campo Grande está à disposição da gestão para que ações de melhorias para o Centro sejam concretizadas. “Estamos prontos para contribuir com dados, informações e diálogo. Mas Campo Grande não pode mais esperar. O que está em jogo é o futuro do varejo, da economia local e da qualidade de vida da população. O que pedimos é o mínimo. E não vamos deixar de cobrar isso”, concluiu Adelaido Figueiredo.

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