Autor de mais de 70 livros e criador de personagens icônicos como “O Analista de Bagé” e “A Velhinha de Taubaté”, Verissimo deixa um legado único na literatura brasileira.
O escritor e cronista Luis Fernando Verissimo morreu neste sábado (30), em Porto Alegre, aos 88 anos. Ele estava internado há cerca de três semanas na UTI do Hospital Moinhos de Vento, com quadro de pneumonia que acabou se agravando.
Verissimo sofria de Parkinson, tinha histórico de problemas cardíacos – chegou a implantar um marca-passo em 2016 – e enfrentava sequelas de um AVC ocorrido em 2021, que comprometeu sua fala e movimentos.
Um mestre da crônica
Reconhecido por transformar a brevidade em arte, Verissimo foi um dos maiores cronistas do país. Autor de mais de 70 livros, vendeu cerca de 5,6 milhões de cópias ao longo da carreira. Sua escrita leve, irônica e precisa conquistou leitores de diferentes gerações.
Entre os personagens mais célebres criados por ele estão “O Analista de Bagé”, “Ed Mort”, “A Velhinha de Taubaté” e “Família Brasil”, todos símbolos de uma crítica refinada à sociedade e à política brasileira.
Versatilidade e paixão pelo Inter
Além de cronista, Verissimo foi cartunista, tradutor, dramaturgo, roteirista — colaborando inclusive no programa “TV Pirata” — e músico, integrando o grupo Jazz 6 como saxofonista. Outro traço marcante de sua vida foi a paixão incondicional pelo Internacional de Porto Alegre, clube que acompanhava de perto.
Vida e legado
Nascido em 26 de setembro de 1936, em Porto Alegre, Luis Fernando Verissimo partiu neste 30 de agosto de 2025, deixando um vazio na literatura brasileira. Faltava menos de um mês para completar 89 anos.
Sua morte encerra a trajetória de um escritor que transformou a simplicidade em profundidade, e que continuará ecoando nas crônicas e no humor de todos que ainda o leem.









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