Trump enfrenta uma onda persistente de protestos — e sua popularidade está longe de ser plena

por | ago 3, 2025 | Geral, informes, NOTÍCIAS


🗓️ Protesto histórico: No Kings Day – 14 de junho de 2025

Uma das maiores manifestações da história recente dos EUA: mais de 5 milhões de pessoas, em aproximadamente 2.100 cidades por todos os 50 estados e territórios americanos, protestaram no dia do desfile militar em Washington D.C. e no aniversário de Trump (79 anos).
Organizado pelos movimentos progressistas como 50501, Indivisible e Women’s March, o evento simbolizou a insatisfação com o que muitos veem como autoritarismo crescente e militarização interna.
Em Los Angeles, a polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar manifestantes próximos à prefeitura; em outras cidades, houve prisões, mas o tom geral foi de resistência pacífica com forte recado político.


🎆 ‘Free America Weekend’ – 4 de julho de 2025

Seguindo a mesma pegada do No Kings, centenas de protestos foram organizados em torno do Dia da Independência dos EUA, com o nome simbólico de Free America Weekend ou No Kings 2.0.
Aproximadamente 300 cidades participaram, com atividades que misturaram marchas, churrascos, desfiles de arte e performances — tudo com propósito de resgatar a ideia de liberdade coletiva e apontar críticas ao governo.
As mobilizações ampliaram os protestos de 14 de junho, consolidando uma sequência firme de rejeição pública às políticas de Trump.


🚩 Panorama político: resistência em massa

A mobilização em 2025 superou qualquer coisa da administração anterior: até março, já havia três vezes mais protestos comparado ao primeiro mandato de Trump e os episódios de abril (como Hands Off!, em 5 de abril) já mobilizaram milhões em 1.400 cidades.
Um relatório da ONG CIVICUS, publicado em julho, colocou os EUA numa categoria de “espaço cívico reduzido”, citando perseguição a jornalistas, militarização de protestos e cortes ao financiamento público de mídia, como PBS e NPR.
Na Califórnia, autoridades locais questionaram o uso de tropas federais: o governador Newsom afirma que a intervenção militar em Los Angeles foi “teatro político” e instaurou processo contra Trump; o Pentágono posteriormente recuou da maior parte das tropas.


💥 Trump não agrada a todos — e isso ficou claro

Esses protestos são prova de que Trump divide o país: não há unanimidade. Milhões deixaram claro: suas políticas autoritárias, controle sobre mídia e repressão ao dissenso encontram resistência organizada e massiva.
A própria magnitude dos atos — do Hands Off! até o No Kings e o Free America Weekend — destaca o ritmo acelerado da oposição, com uma força capaz de rivalizar até com a popularidade presidencial em termos de visibilidade pública.


✍️ Em resumo:

Trump não governa em campo neutro. Há um lado organizado, vibrante e crescente que recusa sua versão de América: são movimentos civis ativos, que ocupam ruas, praças, redes sociais; que estão construindo narrativas que ultrapassam a oposição partidária tradicional. O país está em ebulição — e o lado da resistência tem voz.

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