R$ 40 mil no holerite: Adriane continua premiando apadrinhados enquanto a cidade afunda

por | jul 26, 2025 | informes, NOTÍCIAS, política

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), parece ter feito da prefeitura uma extensão de seu círculo íntimo. Mesmo sob investigação do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Ministério Público, ela continua a distribuir gratificações generosas — aquelas que dobram salários e driblam o teto constitucional do funcionalismo, fixado em R$ 26.943,05.

O escândalo, batizado de “folha secreta” ainda durante as eleições, agora tem números atualizados no Portal da Transparência. Só que, pra acessar os detalhes, o cidadão precisa de uma senha mágica: nome completo, matrícula e até CPF do servidor. Transparência com cortina de fumaça.

Os dados de maio por exemplo, são estarrecedores. A secretária de Gestão, Andréa Rocha, recebeu R$ 40.330,30 no mês. Isso mesmo: mais de 49% acima do teto legal. Foram R$ 21 mil só de “outros pagamentos”. Quem também surfou nessa onda foi a chefe da Casa Civil e concunhada da prefeita, Thelma Nogueira, com R$ 36.862,32 — quase metade disso vindo de bônus.

A secretária de Fazenda, Márcia Hokama, levou R$ 35 mil. A prima da prefeita, Valéria Régis, embolsou R$ 30 mil. E a vice-prefeita Camilla Nascimento também entrou na fila: R$ 35.928,11 em maio, com R$ 13 mil em gratificação.

Pra completar o baile, Darci Caldo, secretário de Articulação Regional e com problemas em Dourados, teve reforço no contracheque: R$ 31 mil, dos quais R$ 12 mil foram “outros pagamentos”.

A cereja do bolo: tudo isso acontece enquanto a população enfrenta falta de médicos, buracos nas ruas e creches lotadas. A máquina pública virou cabide de luxo — e quem paga é o contribuinte.

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