Ação reuniu Judiciário, Defensoria Pública e ONG Igualdade para Todos em cerimônia marcada por emoção e inclusão social
Um momento de emoção, cidadania e reconhecimento marcou a tarde desta terça-feira (15), no Fórum de Anastácio, onde mulheres trans de Aquidauana e Anastácio receberam oficialmente seus documentos com a retificação de nome e gênero, garantindo o reconhecimento legal de suas identidades e reforçando o respeito à dignidade humana.
A solenidade foi organizada pela Comarca de Anastácio, sob coordenação do juiz Luciano Pedro Beladelli, com participação da defensora pública Sara Corsino, em uma ação conjunta que mobilizou o Poder Judiciário, a Defensoria Pública e instituições de apoio social.
O processo de regularização teve início ainda em novembro do ano passado, quando a Defensoria Pública Estadual, por meio da defensora Thaisa Defante, iniciou os atendimentos e encaminhamentos necessários para as retificações, contando com o apoio da Subsecretária de Políticas Públicas para a População LGBTQIA+, Mikaella Lima Lopes.
A iniciativa também teve parceria fundamental da ONG Igualdade para Todos, entidade que auxiliou diretamente as participantes durante todas as etapas do processo documental, prestando suporte, orientação e acolhimento às beneficiadas.
Entre as contempladas esteve a própria presidente da ONG, Suzy Vitória Pereira Mariano, que recebeu sua nova certidão de nascimento devidamente retificada justamente na véspera de seu aniversário.
Emocionada, Suzy celebrou o momento como um divisor de águas em sua vida:
“Receber meu documento com meu verdadeiro nome reconhecido é uma emoção que não cabe no peito. É como se hoje eu finalmente existisse perante o mundo como sempre fui. Receber isso na véspera do meu aniversário torna tudo ainda mais especial, como um presente de vida e dignidade.”
A cerimônia foi destacada pelos presentes como um exemplo de sensibilidade institucional e compromisso social, reforçando o papel essencial do Judiciário sul-mato-grossense e da Defensoria Pública na promoção da cidadania e da inclusão.
Mais do que uma simples mudança documental, o ato simbolizou justiça, respeito e reparação histórica para pessoas que, durante anos, viveram à margem do reconhecimento oficial de sua própria identidade.
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