Vereador afirma que maioria da Comissão de Saúde é contrária à proposta de organização social e defende valorização e responsabilização de servidores públicos
O vereador Dr. Lívio afirmou que a maioria dos integrantes da Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Campo Grande é contrária à adoção de organizações sociais na gestão da saúde pública da Capital.
Durante participação em audiência pública, o parlamentar destacou preocupação com o que classificou como um processo contínuo de precarização do sistema de saúde, apontando que a terceirização já vem ocorrendo ao longo dos anos.
Segundo Dr. Lívio, é fundamental reconhecer o papel dos servidores públicos comprometidos, mas também responsabilizar aqueles que não desempenham suas funções de forma adequada.
“Sabemos da dedicação de muitos servidores, mas também é preciso punir quem não cumpre seu papel. Esse servidor precisa ser responsabilizado para que os bons profissionais não sejam colocados no mesmo balaio”, afirmou.
O vereador relembrou ainda discussões anteriores sobre fiscalização na área da saúde e criticou a generalização de problemas sem a devida responsabilização individual, o que, segundo ele, acaba desmotivando profissionais que atuam corretamente.
Ao avaliar a audiência pública, Dr. Lívio classificou o debate como produtivo e reforçou a importância do diálogo entre diferentes posições para o avanço das políticas públicas.
“Foi uma audiência proveitosa, com espaço para ouvir opiniões diversas. Isso enriquece o debate e contribui para a construção de soluções”, pontuou.
O parlamentar também demonstrou ceticismo quanto à aprovação da proposta na Câmara Municipal, afirmando não acreditar que haja maioria favorável entre os vereadores.
Por fim, ressaltou que, independentemente do modelo de gestão adotado, há consenso sobre a necessidade de melhorias no sistema de saúde da Capital.
“A saúde de Campo Grande precisa melhorar, isso ficou claro para todos”, concluiu.
A audiência foi conduzida pela Comissão de Saúde da Câmara Municipal, com participação de vereadores, autoridades e representantes da sociedade civil.
por: Neia Nantes
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