Evento destaca novas diretrizes e alerta para riscos cardiovasculares em diferentes fases da vida feminina
Campo Grande será sede, neste mês de março, de um simpósio voltado à cardiologia da mulher, trazendo à discussão as particularidades da saúde cardiovascular feminina e os avanços recentes na área. O evento ganha relevância especialmente após a publicação, em 2025, de novas diretrizes específicas para a saúde cardiovascular da mulher.
A iniciativa busca ampliar o conhecimento sobre fatores de risco que acompanham a mulher ao longo da vida. Desde a puberdade, com maior exposição hormonal, passando pela gestação — período que pode envolver condições como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso — até o climatério, quando ocorrem mudanças hormonais significativas e aumento do risco cardiovascular.
De acordo com a cardiologista Dra. Annelise Achucarro, a complexidade da saúde feminina exige atenção contínua e especializada.

“Esse mês de março nós vamos ter um simpósio de cardiologia da mulher aqui em Campo Grande. Isso é muito especial, porque nós temos várias particularidades. Em 2025, foi lançada a diretriz para a saúde cardiovascular da mulher, justamente por conta dessas diferenças”, explica.
A médica destaca que fatores hormonais e fases específicas da vida impactam diretamente o risco cardiovascular.
“A mulher, desde a puberdade, passa por maior exposição hormonal, além da gestação, que envolve situações como diabetes gestacional, hipertensão e ganho de peso. Já no climatério, há mudança hormonal importante, aumento do risco cardiovascular e चर्चा sobre reposição hormonal”, pontua.
Outro ponto de atenção, segundo a especialista, é o lipedema, condição que pode se agravar ao longo dessas fases.
“O lipedema também sofre alterações em todas essas etapas da vida da mulher e pode funcionar como um gatilho, agravando processos inflamatórios”, completa.
O simpósio também deve abordar estratégias de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, reforçando a importância de uma abordagem individualizada para as mulheres, que muitas vezes apresentam sintomas e fatores de risco diferentes dos homens.
por Neia Nantes






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