Soraya Thronicke defende paridade de gênero e propõe 50% das vagas para mulheres no Novo Código Eleitoral

por | mar 4, 2026 | Destaques, informes, NOTÍCIAS, política | 0 Comentários

A senadora por Mato Grosso do Sul, Soraya Thronicke, voltou a defender a ampliação da participação feminina na política brasileira. Em vídeo divulgado nas redes sociais do Podemos, a parlamentar destacou que diversos países da América Latina já adotam a paridade de gênero nos cargos parlamentares e de governo, com divisão igualitária entre homens e mulheres.

Segundo a senadora, nações como México, Nicarágua, Cuba, Bolívia, Chile e Argentina já trabalham com o modelo 50% a 50% nos três poderes.

“Lá é meio a meio, lá é 50 a 50 nos três poderes. Para vocês verem na América Latina, México, Nicarágua, Cuba, Bolívia, Chile e Argentina, todos são 50 a 50 cadeira. Isso é importante para a representação”, afirmou.

Proposta no Novo Código Eleitoral

Soraya Thronicke propôs, durante o debate do Novo Código Eleitoral, a implementação da paridade de gênero nas eleições brasileiras, estabelecendo 50% das vagas para mulheres.

Atualmente, a legislação brasileira prevê cotas mínimas para candidaturas femininas, mas não determina a divisão igualitária de cadeiras no Legislativo. A proposta da senadora amplia esse debate ao defender que metade das vagas seja destinada às mulheres, como forma de garantir representatividade proporcional à composição da população.

“Nós somos de suma importância, nós queremos ombrear com os homens”, declarou.

Representatividade e combate à corrupção

Na publicação, a parlamentar também argumenta que maior participação feminina fortalece a representatividade democrática e contribui para a melhoria da política.

Ela ressaltou que as mulheres são maioria na população brasileira, mas ainda ocupam espaço reduzido nos parlamentos. Segundo a senadora, países que adotaram a paridade registram avanços na representação feminina e apresentam índices menores de corrupção associados à participação das mulheres na política.

O posicionamento reforça o debate sobre igualdade de gênero no cenário político nacional e reacende discussões sobre mudanças estruturais no sistema eleitoral brasileiro.

A proposta defendida por Soraya Thronicke deverá continuar em discussão no Congresso Nacional, especialmente no contexto das reformas previstas no Novo Código Eleitoral.

por Neia Nantes

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