A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, usou as redes sociais neste sábado (7) para reforçar a mobilização em torno do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste domingo (8). Em publicação no Instagram, a ministra destacou que março não é apenas um mês simbólico, mas um chamado à ação — especialmente aos homens.
“Março não é ‘só’ um mês simbólico. É um chamado. Domingo é Dia Internacional da Mulher. Homens, é com vocês”, escreveu.
Na mensagem, Simone Tebet faz um apelo direto contra todas as formas de violência de gênero e alerta que o feminicídio é a etapa mais extrema de um ciclo que começa com atitudes muitas vezes naturalizadas no cotidiano.
“A violência não começa no feminicídio. Começa no ‘cala a boca’, no empurrão, no controle, no medo. E escala”, destacou.
A ministra também criticou a normalização de discursos misóginos e de práticas que silenciam e desrespeitam mulheres, reforçando a necessidade de mudança cultural e comportamental.
Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios
Simone Tebet convocou os homens a integrarem o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, defendendo que a transformação passa pelo diálogo dentro de casa, entre amigos e familiares, e pela educação das novas gerações.
“Interrompam o ciclo de violência. Conversem com os amigos e parentes. Eduquem seus filhos. Sejam o exemplo que transforma”, afirmou.
Ao final da publicação, a ministra reforçou a mensagem de união e solidariedade: “Todos juntos por todas”.
Denúncia e apoio
A ministra também lembrou que mulheres em situação de violência podem buscar ajuda por meio do Ligue 180, canal nacional gratuito e confidencial de atendimento, orientação e encaminhamento para serviços de proteção.
A manifestação ocorre na véspera do Dia Internacional da Mulher e reforça a importância do engajamento coletivo no enfrentamento à violência contra a mulher, um problema que ainda apresenta números alarmantes em todo o país.
Março, segundo a ministra, é mês de conscientização, mas também de ação concreta para romper ciclos de agressão e construir uma sociedade mais segura e igualitária para todas.
por Neia Nantes








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