Dr. Lívio denuncia colapso financeiro na Saúde de Campo Grande e cobra plano urgente

por | fev 27, 2026 | Câmara Municipal, Destaques, informes, NOTÍCIAS, política, saúde

Vereador aponta fornecedores sem receber desde 2022, falta de insumos básicos e responsabiliza falhas na gestão financeira; audiência pública expôs cenário preocupante na Capital.

A saúde pública de Campo Grande voltou ao centro do debate político após declarações do vereador Dr. Lívio Leite, que participou da audiência pública na Câmara Municipal sobre a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (SESAU).

Segundo o parlamentar, o cenário é de precarização dos serviços, com fornecedores sem receber há anos, falta de insumos básicos nas unidades e denúncias formalizadas no Conselho Municipal de Saúde.

“Infelizmente, a gente tem acompanhado uma precarização dos serviços. Isso não é culpa dos servidores da SESAU. Existe um fator mais acima, na Secretaria de Finanças e na gestão, que muitas vezes inviabiliza as ações da saúde”, afirmou.

Video do perfil do vereador Dr. Lívio no instagran

Fornecedores sem pagamento desde 2022

Durante sua fala, Dr. Lívio destacou que empresas responsáveis pelo fornecimento de itens essenciais enfrentam atrasos graves nos repasses.

Entre os casos mencionados estão:

  • Fornecedor de fraldas e medicamentos psicotrópicos
  • Empresa responsável por soro fisiológico
  • Empresas que fornecem oxigênio para as unidades de saúde

De acordo com o vereador, algumas dessas empresas aguardam pagamento desde 2022 e 2023.

“Recebo aqui empresas que fornecem oxigênio para o município e estão sem receber repasse desde 2022. É preciso ter um plano estratégico para regularizar isso.”

O parlamentar relatou ainda que denúncias foram levadas ao Conselho Municipal de Saúde, incluindo o relato de fornecedor que afirmou ter vendido bens pessoais para manter a operação diante da inadimplência do município.

Críticas à gestão financeira

Dr. Lívio afirmou que deixou de participar das prestações de contas da SESAU em momentos anteriores por não enxergar perspectivas de mudança na condução administrativa.

Agora, segundo ele, é urgente que a Secretaria de Finanças atue para organizar o fluxo de pagamentos e garantir previsibilidade às empresas que mantêm o funcionamento da rede.

“Não estamos falando de culpa dos servidores. Estamos falando de gestão, planejamento e responsabilidade financeira.”

Apelo por planejamento estratégico

Ao final, o vereador reforçou que seu posicionamento não é de ataque aos profissionais da saúde, mas sim de cobrança por organização administrativa.

“Fica meu apelo para regularização do pagamento de vários fornecedores. É preciso um plano estratégico urgente para garantir o básico nas unidades.”

A audiência pública expôs a gravidade da situação e reacendeu o debate sobre a sustentabilidade financeira da saúde municipal. Enquanto a gestão não apresenta um cronograma claro de regularização, quem segue sentindo os impactos é a população, que depende diariamente dos serviços públicos de saúde.

por: Neia Nantes

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