Investigação da DENAR aponta uso da estrutura pública para facilitar o tráfico entre Corumbá e Campo Grande; mandados foram cumpridos nesta quinta-feira
A Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (DENAR) deflagrou, nesta quinta-feira (19), a Operação Rota Blindada, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa estruturada para o tráfico de drogas em Mato Grosso do Sul. Entre os investigados está um policial penal suspeito de utilizar viatura oficial caracterizada para transportar entorpecentes entre os municípios de Corumbá e Campo Grande.
De acordo com as investigações, o servidor público se valia da função e do uso do veículo institucional para realizar o chamado “frete seguro”, prática criminosa que consiste em utilizar meios oficiais para reduzir o risco de fiscalização e aumentar as chances de sucesso no transporte da carga ilícita.
As apurações apontam que a estrutura estatal era empregada como instrumento de facilitação da logística do tráfico, conferindo aparência de legalidade às ações criminosas e dificultando eventuais abordagens policiais durante o trajeto.
A operação é resultado de investigação coordenada pela DENAR, com apoio da Polícia Penal, por meio da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP), que contribuiu com o compartilhamento de informações estratégicas ao longo do trabalho investigativo.
Durante o cumprimento das medidas judiciais, foram executados dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá. A ação contou ainda com apoio operacional do GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assalto e Sequestro), da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário.
As medidas envolvendo o policial penal foram acompanhadas pela Corregedoria da Polícia Penal, garantindo a regularidade, fiscalização e transparência dos procedimentos adotados.
Segundo a Polícia Civil, a operação representa mais um avanço no enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas no Estado e reafirma o compromisso das forças de segurança com a responsabilização de todos os envolvidos, inclusive agentes públicos que eventualmente utilizem suas funções para favorecer atividades criminosas.
A investigação segue em andamento e novas diligências não estão descartadas.







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