Durante entrevista ao programa Papo Reto, apresentado pelo jornalista Joel Silva, o professor doutor Márcio de Araújo Pereira relembrou momentos importantes de sua trajetória na gestão da ciência e tecnologia em Mato Grosso do Sul, destacando o papel da qualificação profissional e da permanência de talentos no Estado como fatores decisivos para o desenvolvimento regional.
Segundo ele, investir em formação acadêmica significa não apenas capacitar pessoas, mas criar condições para que pesquisadores permaneçam em Mato Grosso do Sul, produzindo conhecimento e inovação a longo prazo.
“Quando você forma pessoas e cria oportunidades, elas ficam no Estado. Isso gera produção científica e conhecimento para o futuro”, afirmou.
Caminho até a presidência da Fundect
O professor contou que passou a integrar a Fundect em 2017, inicialmente como diretor científico — função conquistada por meio de processo seletivo técnico.
Ele explicou que assumir a presidência da fundação exige critérios rigorosos, como experiência mínima de dez anos de pesquisa após o doutorado e atuação comprovada em cargos de gestão avançada.
“Não é um processo simples. Existe toda uma exigência técnica justamente para garantir que a gestão da ciência seja conduzida por quem tem experiência acadêmica e administrativa”, destacou.
Experiência internacional na Inglaterra
Durante o período à frente da fundação, Márcio de Araújo Pereira participou de um estágio internacional de dois anos no Reino Unido, atuando junto à agência britânica de inovação Innovate UK. A experiência, segundo ele, foi determinante para ampliar a visão estratégica sobre políticas públicas voltadas à inovação.
“O contato com o modelo britânico mostrou como o investimento público em inovação pode impulsionar o desenvolvimento econômico de forma estruturada”, explicou.
Parcerias e novos investimentos em inovação
A partir dessa experiência internacional, foram fortalecidas agendas de cooperação e estratégias de investimento em ciência e tecnologia dentro do Estado, envolvendo o Governo de Mato Grosso do Sul e instituições de pesquisa.
De acordo com o professor, a atuação da Fundect ajudou a consolidar políticas públicas voltadas à inovação, ampliando oportunidades para pesquisadores, universidades e setores produtivos.
A entrevista reforçou que o avanço científico regional depende de planejamento contínuo, formação qualificada e integração entre academia, governo e iniciativa privada — pilares que, segundo ele, continuam sendo fundamentais para o crescimento sustentável de Mato Grosso do Sul.







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