Senado deve retomar debate sobre uso medicinal da cannabis em fevereiro

por | jan 16, 2026 | Destaques, informes, NOTÍCIAS, política

Comissão de Agricultura pode votar projeto que cria marco legal para cultivo e produção da cannabis medicinal no Brasil

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal deve retomar, em fevereiro, o debate sobre o uso medicinal da cannabis. A expectativa é de que seja analisado o Projeto de Lei 5.511/2023, que propõe a criação de um marco legal para o cultivo, produção, importação e comercialização de derivados da planta para fins medicinais.

A proposta é de autoria da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e busca regulamentar o uso da cannabis tanto para uso humano quanto veterinário, estabelecendo critérios de controle e autorização por parte do governo federal.

O que prevê o projeto

O texto determina que a produção e a comercialização de produtos à base de cannabis só poderão ocorrer mediante autorização oficial, que poderá ser concedida a:

  • Pacientes que utilizem a substância para tratamento médico
  • Responsáveis legais por pacientes incapazes
  • Associações sem fins lucrativos
  • Produtores que atendam aos requisitos legais

Relatório propõe regras mais rígidas

A relatora da matéria, senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO), apresentou um substitutivo com regras mais rigorosas para evitar desvios da produção para o mercado ilegal.

Entre os pontos defendidos estão:

  • Limites técnicos para o teor de THC
  • Regras de rastreabilidade da produção
  • Licenciamento específico para cultivo
  • Uso de georreferenciamento e videomonitoramento
  • Exigência de boas práticas agrícolas

Segundo a relatora, a regulamentação também pode abrir espaço para novas oportunidades econômicas, incluindo aplicações da cannabis em setores como:

  • Fibras têxteis
  • Materiais de construção
  • Insumos veterinários
  • Produtos médicos não psicoativos

Próximos passos

Com o fim do recesso legislativo, a CRA deve retomar os trabalhos e votar o relatório. Caso seja aprovado, o projeto seguirá para outras comissões e, posteriormente, para o plenário do Senado.

O tema segue gerando debates no Congresso Nacional, envolvendo parlamentares, profissionais da saúde, pacientes e especialistas.


Fonte: Congresso em Foco

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