Vereadores derrubam decreto, mas não enfrentam veto da prefeita sobre desconto no imposto; população segue sem resposta
Mesmo após realizar uma sessão extraordinária e derrubar o decreto relacionado à cobrança da taxa do lixo, a Câmara Municipal de Campo Grande decidiu adiar o enfrentamento direto com a prefeita Adriane Lopes sobre o veto ao desconto no IPTU, empurrando a discussão para fevereiro, quando o ano legislativo será oficialmente retomado.
A decisão gerou críticas e levantou questionamentos:
Se houve disposição para convocar uma sessão extraordinária, por que não resolver o principal problema da população agora?
Por que esperar mais semanas enquanto os carnês já começam a chegar aos contribuintes?
Veto ao desconto segue sem solução
O veto da prefeita ao projeto que previa desconto no IPTU continua em vigor. Para derrubá-lo, são necessários 15 votos em plenário. No entanto, a Câmara optou por não convocar uma nova sessão extraordinária para enfrentar o tema.
Na prática, a população segue pagando a conta, enquanto o impasse político é empurrado para frente.
Falta de enfrentamento político
A sessão extraordinária mostrou que há mobilização quando convém, mas também revelou a falta de firmeza da Câmara em confrontar o Executivo quando o assunto envolve diretamente o bolso do cidadão.
O presidente da Casa deveria rever essa postura e assumir o protagonismo na defesa da sociedade campo-grandense, cobrando a prefeita, abrindo o debate e buscando uma solução concreta para o IPTU.
População cobra atitude
A insatisfação é clara:
- IPTU alto
- Taxa do lixo mantida
- Descontos vetados
- E nenhuma solução imediata
Enquanto isso, a Câmara adia o debate e a prefeita segue sem ser pressionada politicamente.
Fevereiro pode ser tarde
Com os carnês já circulando, esperar até fevereiro pode significar prejuízo direto ao contribuinte, que terá que pagar valores elevados sem qualquer alívio fiscal.
A sociedade espera mais do que discursos: espera ação, coragem política e enfrentamento institucional para reverter uma situação que afeta milhares de famílias.
por: Neia Nantes









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