Enquanto muitos buscam reconhecimento nas redes sociais, há brasileiros que conquistaram respeito nos livros, nas instituições e na história. É o caso de Charles Lotfi, nascido em Corumbá (MS), em 1929, filho de libaneses, e protagonista de uma trajetória admirável que ultrapassou fronteiras, culturas e gerações.
Lotfi ganhou destaque nacional ao ser homenageado pela Revista Primeira Linha, que relembrou sua vida marcada por integridade, empatia, liderança e compromisso com a educação, a cultura e a união entre povos. Em Minas Gerais, onde construiu a maior parte de sua carreira, tornou-se referência no meio empresarial, social e cultural, sendo reconhecido com títulos como Cidadão Honorário de Minas, além de condecorações brasileiras e libanesas.
Fundador da Confederação Nacional das Entidades Líbano-Brasileiras (Confelibra), Lotfi dedicou sua vida a fortalecer laços entre o Brasil e o Líbano, promovendo diálogo, identidade cultural e responsabilidade social. Seu legado inclui projetos educacionais, ações comunitárias e uma atuação exemplar na Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais.
E aqui fica o paradoxo:
um corumbaense celebrado fora de Mato Grosso do Sul, mas ainda pouco reconhecido em sua própria terra.
Charles Lotfi é daqueles personagens que engrandecem o nome do Brasil — e, sobretudo, de Corumbá. Sua história merecia ser mais contada nas escolas, lembrada nos espaços públicos e valorizada pela sociedade sul-mato-grossense.
Reconhecer nossos grandes nomes não é apenas um gesto de memória.
É um ato de identidade, orgulho e justiça histórica.
Corumbá gerou um gigante.
O Brasil o aplaudiu.
Agora é hora de Mato Grosso do Sul também reconhecer.









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