PF e Receita deflagram Operação Forragem contra rede de contrabando e tráfico em três estados

por | nov 26, 2025 | Destaque Policial, Destaques, Geral, informes, NOTÍCIAS

Ação conjunta mira grupo que usava o Rio Paraná como rota para cigarros paraguaios e ampliou operações para descaminho e tráfico de drogas

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, desencadeou na manhã desta quarta-feira (27) a Operação Forragem, uma ofensiva para desarticular uma organização criminosa que atuava no contrabando de cigarros, descaminho de eletrônicos e artigos de pesca, além de manter ramificações ligadas ao tráfico interestadual de drogas.

Ao todo, 11 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em três estados: Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, com apoio de 45 agentes federais. No Mato Grosso do Sul, a ação se concentrou no município de Itaquiraí, utilizado como ponto de passagem da quadrilha.

Rota pelo Rio Paraná abastecia vários estados

De acordo com as investigações, o grupo utilizava o Rio Paraná para transportar cigarros contrabandeados do Paraguai até a região de Icaraíma (PR). A carga seguia então para entrepostos clandestinos em Maringá, de onde era distribuída para outros estados, incluindo São Paulo e Rio Grande do Sul.

Além dos cigarros paraguaios, a polícia identificou a atuação da mesma organização em vendas irregulares de eletrônicos por plataformas digitais e na comercialização de equipamentos de pesca importados ilegalmente, por meio de empresa registrada em nome de um dos investigados.

Tráfico operava com “mulas” em ônibus de linha

Outro braço da operação criminosa era o tráfico de drogas, utilizando “mulas” — pessoas que transportavam entorpecentes em malas dentro de ônibus de viagem. A PF aponta que esse fluxo acontecia em rotas entre Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Objetivo é ampliar provas e identificar toda a cadeia criminosa

A Operação Forragem busca não apenas apreender materiais ilícitos, mas identificar a participação individual dos investigados, rastrear rotas financeiras e interromper o fluxo logístico do grupo, classificado pela PF como uma rede estruturada e com divisão de tarefas.

Os materiais apreendidos serão analisados e podem resultar em novas fases da operação.

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