Ação integrada com o Draco2/PCRO e o Ministério Público cumpre 78 medidas judiciais e mira esquema interestadual com atuação em Rondônia e Mato Grosso do Sul
A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), participou nesta quinta-feira (21) da Operação Archote, desencadeada pela Polícia Civil de Rondônia (PCRO) para desarticular uma rede de tráfico interestadual que utilizava criptomoedas para lavar dinheiro proveniente do comércio ilegal de entorpecentes.
A investigação é conduzida pela DRACO2/DECCO – 2ª Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da PCRO, com apoio do Ministério Público e de unidades policiais de diversos municípios. No total, foram cumpridas 78 medidas cautelares, incluindo 9 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens avaliados em aproximadamente R$ 15 milhões.
As ações ocorreram em Porto Velho, Ji-Paraná, Ariquemes, Vilhena, Guajará-Mirim, Nova Mamoré e São Felipe d’Oeste, em Rondônia, e também em Campo Grande e Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, reforçando a dimensão e a complexidade da organização criminosa.
Esquema sofisticado
As investigações apontam que o grupo criminoso operava com alto grau de organização, utilizando mecanismos sofisticados para dificultar a rastreabilidade financeira. Segundo a polícia, pagamentos e repasses eram feitos por meio de criptomoedas, estratégia adotada para encobrir transações ligadas ao tráfico.
A estrutura também contava com um químico especializado, responsável por avaliar a pureza das drogas antes da distribuição, além de uma logística própria para o transporte interestadual dos entorpecentes.
Entre os investigados estão empresários, o filho de um vereador e até uma estudante de Medicina, mostrando a capilaridade social do esquema e sua capacidade de recrutamento em diferentes camadas da sociedade.
Atuação em Mato Grosso do Sul
No Estado, o Dracco cumpriu medida cautelar em Campo Grande, reforçando o caráter cooperativo da operação e o compromisso da Polícia Civil de MS no enfrentamento qualificado ao crime organizado.
Por que “Archote”?
O nome da operação faz referência à palavra “archote”, que significa tocha — símbolo da luz usada para revelar caminhos antes encobertos pela escuridão. A PCRO afirma que a escolha representa o papel da Polícia Civil em iluminar estruturas ocultas da criminalidade e expor engrenagens que operam à margem da lei.
Ação integrada nacional
A Operação Archote faz parte das ações da RENORCRIM/MJ, a Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento às Organizações Criminosas, fortalecendo estratégias conjuntas de combate ao crime organizado em todo o país.














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