Ministro do STF vê resistência interna nos EUA e prefere via diplomática para reverter punições
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, falou grosso em entrevista à Reuters: ele está confiante de que as sanções impostas contra ele pelo governo Donald Trump serão revertidas.
Alvo da chamada Lei Magnitsky, usada por Washington para punir autoridades estrangeiras, Moraes afirmou que há resistência significativa dentro dos próprios departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA em relação às medidas. Para ele, essa brecha abre caminho para uma solução diplomática, sem necessidade de guerra judicial em tribunais norte-americanos.
“Quando os fatos forem devidamente documentados e apresentados, acredito que haverá reversão. Foi uma opção minha aguardar esse caminho diplomático”, disse o ministro.
Além da confiança, Moraes deixou claro que não teme efeitos práticos das sanções no Brasil. Bancos e instituições financeiras nacionais, segundo ele, não têm obrigação de seguir regras impostas por outro país, e qualquer tentativa nesse sentido seria ilegal.
A declaração de Moraes expõe um choque direto entre Brasília e Washington em meio ao cenário político turbulento. Ao mesmo tempo, reforça sua imagem de magistrado que não se dobra a pressões externas — e que segue apostando na diplomacia, mas sem descartar confronto.









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