Geraldo Resende: o articulador invisível na entrega do primeiro SAMU Indígena de Dourados

por | ago 11, 2025 | NOTÍCIAS

Mesmo não sendo citado no ato oficial, deputado federal foi peça-chave na articulação e viabilização do projeto, que atende cerca de 25 mil indígenas na reserva Aldeia Jaguapiru.

No último sábado (9), o Ministério da Saúde inaugurou o primeiro Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) Indígena do Brasil, instalado na reserva Aldeia Jaguapiru, em Dourados (MS). O projeto piloto, bilíngue e inédito no país, atenderá cerca de 25 mil indígenas e promete reduzir pela metade o tempo de resposta aos atendimentos de urgência e emergência.

A cerimônia de entrega contou com representantes do Ministério da Saúde, liderada pelo secretário de Saúde Indígena, Weibe Tapeba, mas não citou um nome que esteve diretamente ligado à viabilização dessa conquista: o deputado federal Geraldo Resende (PSDB-MS).

Resende, que tem seis mandatos no currículo e uma trajetória marcada pela defesa da saúde indígena, foi um dos articuladores para que o SAMU Indígena saísse do papel. Em entrevista recente ao programa A Banca, da Rede Top FM, o parlamentar relembrou que destinou recursos para ambulâncias do SAMU em diversas cidades, inclusive Dourados, e que sempre atuou pela ampliação do atendimento às comunidades indígenas.

“O meu mandato sempre teve um compromisso com as populações mais vulneráveis, e os povos indígenas estão no centro dessa luta. Viabilizamos unidades do SAMU, cobramos a utilização dos veículos e, agora, ver um serviço específico para a comunidade indígena de Dourados é motivo de satisfação”, afirmou o deputado na ocasião.

A criação do SAMU Indígena é parte de uma pauta antiga defendida por Resende, que também já garantiu recursos para escolas e creches indígenas em vários municípios do Estado. Apesar de não ter sido mencionado no ato oficial, sua atuação foi determinante para a chegada das ambulâncias e para a sensibilização dos órgãos competentes sobre a necessidade de um atendimento diferenciado e culturalmente adequado.

Para o parlamentar, o reconhecimento mais importante vem da própria comunidade atendida. “Não trabalho por visibilidade, trabalho por resultado. Mas é fundamental registrar que esse tipo de conquista é fruto de anos de articulação e cobrança. Justiça seja feita”, completou.

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