Tereza Cristina articula avanços nos EUA e tarifaço tem lista de exceções

por | jul 30, 2025 | Destaques, informes, internacional, NOTÍCIAS


Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) voltou dos Estados Unidos com a sensação de missão cumprida. Em dois dias intensos de reuniões, a parlamentar sul-mato-grossense foi peça-chave para “abrir portas” e costurar apoios contra o tarifaço de 50% anunciado por Donald Trump sobre produtos brasileiros.

“Quebramos o gelo, falamos com políticos, empresários, interlocutores. Nosso trabalho já começou a valer a pena”, resumiu Tereza Cristina, comemorando as primeiras exceções divulgadas pela Casa Branca.

Exceções importantes garantidas
Mesmo com a confirmação da tarifa, o governo americano publicou uma extensa lista de exceções que aliviam a pressão sobre o Brasil. Produtos como suco e polpa de laranja, celulose, fertilizantes, aço, alumínio e até aeronaves ficaram de fora da taxação inicial — resultado direto da mobilização liderada por Tereza Cristina e os demais senadores.

A senadora reforçou que ainda há espaço para negociação: “Vamos acompanhar a taxação marcada para o dia 6 de agosto, analisar a lista de exceções e continuar o diálogo”.



Articulação política de alto nível
Com trânsito fácil entre democratas e republicanos, Tereza Cristina ajudou a costurar apoio com pelo menos oito parlamentares americanos, como os senadores Martin Heinrich, Ed Markey, Tim Kaine e Thom Tillis, além da deputada Sydney Kamlager-Dove, copresidente do Brazil Caucus.

Alguns se comprometeram a tentar barrar a tarifa via ações legislativas ou judiciais. “Convidamos esses parlamentares a irem ao Brasil. A relação tem que ser bilateral e baseada no bom senso”, afirmou Tereza.

Conexão com o setor produtivo
A missão também se reuniu com empresários da U.S. Chamber of Commerce e da Council of the Americas. Nessas conversas, a senadora destacou os prejuízos do tarifaço para cadeias produtivas de alimentos, combustíveis e manufaturados, tanto no Brasil quanto nos EUA.

“Pedimos apoio a uma carta das empresas americanas pedindo o adiamento da medida. A previsibilidade é essencial”, explicou.

Sensibilidade com o tema Rússia
Tereza Cristina ainda revelou a pressão feita por parlamentares americanos para que o Brasil reduza importações de combustíveis e fertilizantes da Rússia, sob o argumento de que esse comércio financia a guerra na Ucrânia. Ela defendeu uma análise cuidadosa do governo brasileiro: “É um tema sensível que precisa ser debatido com responsabilidade”.

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