O governo dos Estados Unidos, por meio de uma ordem executiva assinada em 30 de julho de 2025, elevou para 50% a tarifa sobre diversos produtos brasileiros exportados aos EUA. A medida entra em vigor em 6 de agosto de 2025, após ter sido adiada em uma semana.
Itens livres do tarifaço:
Estados Unidos excluíram da cobrança de 50% produtos-chave das exportações brasileiras, como:
– Suco de laranja (concentrado e não congelado)
– Aço e alumínio (e seus derivados)
– Aeronaves da Embraer e peças da aviação
– Petróleo, celulose, carvão mineral
– Castanha-do-pará e outros itens estratégicos
Ao todo, são 694 itens que ficaram fora da sobretaxa.
Café (e carnes): direto na mira
Produtos como café, carne bovina e cacau não foram incluídos na lista de exceções e devem receber a tarifa total de 50%.
Impactos diretos:
– Café: pode ter redução de exportações entre 20% e 35%, com prejuízo potencial de mais de US$ 2 bilhões anuais.
– Suco de laranja: tarifa poderia cortar em até 15% os volumes exportados e gerar perda de US$ 700 milhões por ano.
– Embraer: ações subiram mais de 10% com a exclusão, evitando cancelamentos de pedidos e demissões.
Resumo:
Suco de laranja, aço e aviação escapam do tarifaço. Café, cacau e carnes seguem na mira e devem trazer impacto direto na economia do agronegócio. A jogada dos EUA é política, mas tem consequências econômicas graves para o Brasil.
Café na mira, suco e aviões escapam: tarifaço dos EUA redefine exportações brasileiras

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