Washington, 27/07/2025 – A missão oficial do Senado corre contra o relógio. No domingo à noite (27), senadores que já estavam em solo americano (Tereza Cristina, Nelsinho Trad, Esperidião Amin, Marcos Pontes e Fernando Farias) se reuniram em Washington para alinhar as estratégias antes dos encontros oficiais na segunda (28).
Esse encontro veio depois de uma reunião preparatória realizada no sábado (26), com os mesmos parlamentares, para definir os principais pontos que serão tratados com congressistas e empresários dos EUA.
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📅 Agenda apertada: 28 a 30 de julho
A missão oficial inicia as atividades nesta segunda-feira (28) com visitas à Embaixada do Brasil em Washington pela manhã e reunião à tarde na sede da U.S. Chamber of Commerce, com lideranças empresariais e o Brazil‑U.S. Business Council.
Na terça-feira (29), os encontros acontecem com congressistas americanos — republicanos e democratas —, visando sensibilizar tanto o Congresso quanto o lobby empresarial sobre os impactos do pacote tarifário.
A quarta-feira (30) marca o fim da missão: os senadores participam de evento do Council of the Americas / Americas Society com representantes do setor privado e organismos hemisféricos, seguido de coletiva de imprensa na embaixada para divulgar os resultados da missão.
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🎯 Objetivo óbvio: barrar ou adiar o tarifaço
Donald Trump anunciou tarifa de 50% sobre exportações brasileiras, com vigência prevista para 1º de agosto, e associou a medida à ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A comitiva tem missão clara: reverter ou pelo menos postergar a aplicação dos embargos. O foco principal está no agronegócio e na indústria brasileira, setores que enfrentam risco de colapso no volume de exportações.
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👥 Quem está na missão (8 senadores, de diversos partidos):
• Nelsinho Trad (PSD‑MS) – coordenador da missão e presidente da Comissão de Relações Exteriores
• Tereza Cristina (PP‑MS)
• Marcos Pontes (PL‑SP)
• Esperidião Amin (PP‑SC)
• Fernando Farias (MDB‑AL)
• Jacques Wagner (PT‑BA)
• Rogério Carvalho (PT‑SE)
• Carlos Viana (Podemos‑MG).
Há tensão interna: a missão reúne governistas e opositores, o que exige sintonia fina sobre interesses nacionais e coerência antes de encarar o palco dos EUA.
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🧠 Contexto: missão como último ato antes do recesso
A viagem ocorre durante o recesso da Câmara dos Representantes dos EUA, iniciando no dia 23 de julho e com sessão encerrando em 31 de julho para os senadores — por isso é agora ou nunca.
Por dentro: o Itamaraty coordena toda a agenda e o setor empresarial brasileiro apoia intensamente a iniciativa, que pode definir os rumos do comércio bilateral nos próximos meses.
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🧾 Conclusão: cair ou evitar o tombo?
A missão mostra que o Senado está jogando pesado para evitar que o Brasil seja esmagado por uma medida abrupta de tarifa. É uma mistura de diplomacia clássica com pressão empresarial e política.
O resultado ainda é incerto — mas eles já colocaram o pé nos EUA e têm até quinta-feira, 31 de julho pra evitar um impacto que pode ser devastador. Se der certo, evitam prejuízos históricos no agro e na indústria. Se falhar, o “tarifão” entra em vigor no primeiro dia útil de agosto.







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