deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (Podemos)
Nesta sexta-feira (11), o programa “A Banca”, da Rede Top FM, entrevistou o deputado estadual Professor Rinaldo Modesto (Podemos), que comentou sobre os efeitos políticos e econômicos da carta enviada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, informando que a partir do próximo dia 1º de agosto vai impor tarifas de 50% sobre todos os produtos fabricados no Brasil.
“Mato Grosso do Sul é um dos estados que mais exporta carne para os Estados Unidos. Além disso, nós também vendemos tantas outras coisas, como a celulose, por exemplo, que está aí em alta. Então, eu vejo assim, primeiro aqui a minha tristeza por tudo isso que está acontecendo. Eu acho um absurdo, nós não podemos ficar aí à mercê de pessoas, como esse camarada (Donald Trump), a quem nunca curti, de verdade”, revelou.
Ele reforçou que tem aversão ao extremismo e o presidente dos Estados Unidos é uma pessoa que não têm educação, que não respeita o próximo e vive na sua individualidade. “Caso realmente esse tarifaço se concretize, eu creio que o Brasil vai perder muito e algumas empresas terão problemas em relação à questão de diminuição da competitividade, gerando desemprego”, alertou.
No entanto, o Professor Rinaldo acrescentou que o presidente Donald Trump “é um falastrão” e acredita que essa ameaça de taxar os produtos brasileiros em 50% é mais uma bravata, como as que ele já fez com outros países. “Existem acordos de muitos e muitos anos que o Brasil é signatário e também os Estados Unidos relacionados ao comércio internacional. Por isso, acredito que isso vai ser resolvido, mas aqui quero repudiar veementemente esse comportamento tirano dele, querendo intervir no Poder Judiciário do Brasil, querendo intervir no nosso país, o Brasil é muito grande para ficar aí de joelhos para ele”, afirmou.
A respeito da polarização entre direita e esquerda após o anúncio feito pelo presidente Donald Trump, o deputado estadual disse que não compartilha dos posicionamentos radicais de ambos os lados. “Votei no Bolsonaro naquele momento por uma questão de falta de opção, mas eu sou favorável com quem é estadista, que respeita o outro e que não agride quem coloca o seu ponto de vista. Democracia é isso e sempre temos de estar a favor da nossa nação. Esse ‘Fla-Flu’ tem de acabar e estou orando a Deus para que em 2026 nós tenhamos um presidente equilibrado, democrático e que realmente possa fazer do nosso país cada vez maior”, declarou.

O parlamentar criticou algumas lideranças que vão na onda do populismo. “Eu sempre digo que, se a população conhecesse as vísceras morais e as posições políticas verdadeiras de todas as nossas lideranças, teríamos um mundo melhor. Por isso que quem me acompanha na Assembleia Legislativa sabe que sempre tive o posicionamento de respeitar a opinião do outro, a demagogia e a hipocrisia não cabem mais no século XXI. Muitas das vezes as pessoas não têm coragem de falar o que falam dentro das quatro paredes para não perder o voto. A gente tem que ser honesto com a nossa própria consciência”, aconselhou.
Ele reforçou que a política é uma ciência para administrar aquilo que é de todo mundo, portanto, tem que ouvir todo mundo. “E não é porque você torce por um time, que eu sou obrigado a torcer pelo seu time. É assim que funciona na democracia, ou então, eu tenho de voltar à época de ditadura, pois isso é comportamento de ditador. Não curte a opinião dele, você é contra ele, você é inimigo dele e o cara vai inventar histórias a seu respeito para te perseguir. Sinceramente, eu não vejo a hora da gente voltar para o centro, quando eu falo centro, não é questão de centro político, é o centro da normalidade, é isso que a gente torce”, declarou.
Assista a entrevista completa pelo link:

Informações Diário MS News








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