A equipe de marketing da prefeitura de Campo Grande produziu o que no mkt político chamamos de vacina, só que essa já chegou contaminada, e o que é o pior, traz um DNA perigoso. Ontem em meu programa de rádio não quis me estender muito. Mas o que li em alguns sites ontem me obrigam a voltar ao tema. Primeiro que o procurador regional eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani, deu parecer favorável ao recurso de denúncia na investigação judicial eleitoral contra a chapa da prefeita. Isso não é pouco, como ela fez questão de minimizar, em entrevistas na tarde de ontem. Isso é grave! Nunca aconteceu na história de Campo Grande, o caso Bernal é completamente diferente.


Mas voltemos a tal vacina. Ontem mesmo alguns sites, curiosamente os mesmos arrolados no processo de abuso religioso e econômico iniciaram a vacina. E o que é mais intrigante, é que em determinado trecho a denúncia versa exatamente sobre o que acontece de novo nessa situação, “Ocorreu a disseminação da tônica do bem contra o mal pelos apoiadores das investigadas – comportamento reprovável que tipifica ato material de abuso de poder político e econômico a partir do viés religioso…”.
É justamente essa volta ao modus operandi da denúncia que complica tudo, os mesmos sites divulgam agora que um movimento chamando para um “adesivaço” contra a prefeita, no sábado em plena Avenida Afonso Pena, é tratado justamente por esses veículos arrolados na denúncia como “movimentos de esquerda”, “movimentos LGBT”, e outras fórmulas de vínculo com tudo o que dialoga contra a chamada pauta de direita, o mote do bem contra o mal, de novo sendo utilizado.

O que eu sei de fontes direto de Brasília, é que a direção nacional do PP, ainda não recebeu o “muito obrigado” da prefeita da Capital, o que já está começando a causar mal-estar em seus “fiadores”.
O apoio
Algumas pessoas têm me perguntado sobre a senadora Tereza Cristina, pelo fato de ter apoiado a prefeita na eleição. Eu digo que na minha opinião, e é importante ressaltar isso, na minha opinião, eleição é uma coisa e gestão é outra completamente diferente. Na política isso é muito bem resolvido, e se puxarmos pela memória o braço direito da senadora desembarcou da gestão logo após as eleições. Tereza tinha aqui uma disputa para se consolidar em seu Estado como o nome mais influente naquela eleição e o fez, atropelou a máquina pilotada por Reinaldo Azambuja, com apoio do governador, e no segundo turno continuou atropelando a popularidade da então favorita Rose Modesto.
Mais uma prova de que eleição é um momento diferente, é que nessa semana a senadora encampou uma luta que em tese seria do governo federal (de esquerda), mas sabemos que é de todo brasileiro. Tereza esta tendo papel fundamental na união do congresso, sobre a lei da reciprocidade, contra as sanções econômicas impostas pelo ídolo do ex-presidente Bolsonaro, o presidente americano Donald Trump. Tereza é cotada para ser vice em uma eventual candidatura do governador Tarciso (seu amigo pessoal) à presidência. Mas, seu desempenho já é considerado de candidata à presidência.
Joel Silva cursou jornalismo na universidade Uniderp Anhanguera e Mkt Político na Faculdade Estácio de Sá. É jornalista e radialista com mais de 30 anos de carreira tendo atuado na direção da Rádio e TV Educativa e nas rádios FM UCDB, FM Capital e atualmente tem um programa ao meio dia na MEGA 94.










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