Durante décadas, Mato Grosso do Sul foi tratado como um estado produtor que dependia das decisões tomadas longe daqui.
Produzíamos.
Exportávamos.
Mas quem decidia o destino, o preço e o futuro eram outros.
Agora, o cenário começa a mudar.
O acordo entre o Mercosul e a União Europeia não é apenas um tratado comercial.
É uma porta que se abre.
Uma porta para um mercado de mais de 700 milhões de pessoas.
E Mato Grosso do Sul tem tudo para ser um dos grandes protagonistas dessa nova fase.
Porque aqui está a produção.
Aqui está a terra.
Aqui está a capacidade.
Aqui está o agro que sustenta o Brasil.
Mas tem mais.
Tem a Rota Bioceânica.
Uma obra que vai ligar o nosso Estado diretamente aos portos do Chile, encurtando o caminho até a Ásia e conectando Mato Grosso do Sul ao mundo de forma definitiva.
Não somos mais o fim da linha.
Somos o corredor.
Somos a passagem.
Somos o elo entre continentes.
Enquanto Estados Unidos e China disputam a hegemonia econômica mundial, Mato Grosso do Sul se posiciona como fornecedor estratégico de alimentos.
E alimento é poder.
Quem produz alimento tem relevância.
Tem voz.
Tem futuro.
O acordo com a Europa amplia horizontes.
Mas também aumenta a responsabilidade.
Responsabilidade de investir em logística.
Responsabilidade de fortalecer a produção.
Responsabilidade de garantir que essa riqueza gere desenvolvimento aqui dentro.
Não podemos ser apenas produtores.
Precisamos ser protagonistas.
O mundo está abrindo as portas.
E Mato Grosso do Sul precisa entrar.
Não como coadjuvante.
Mas como potência.
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