Brasília – A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi informado previamente pelo então indicado ao Ministério da Justiça, Ricardo Lewandowski, sobre atividades profissionais exercidas após sua aposentadoria do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo consultorias jurídicas realizadas antes de assumir o cargo no governo.
A declaração ocorreu em meio às discussões envolvendo o Banco Master, após a divulgação de que Lewandowski havia prestado serviços de consultoria para o setor privado antes de retornar ao serviço público. Segundo Gleisi, não houve irregularidade nem omissão, já que o presidente foi comunicado sobre as atividades profissionais anteriores do ministro.
De acordo com a ministra, as consultorias foram realizadas antes da posse e dentro das regras legais. Ela ressaltou ainda que não houve conflito de interesses e que, ao assumir o Ministério da Justiça, Lewandowski se desvinculou de qualquer atividade privada.
Durante a declaração, Gleisi também criticou o que chamou de uso político do caso pela oposição e mencionou episódios envolvendo o governo anterior. Sem citar diretamente irregularidades, ela questionou o silêncio de críticos em relação a situações semelhantes ocorridas durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que “fica se perguntando” por que determinados fatos não receberam a mesma atenção naquele período.
O Palácio do Planalto, por sua vez, reforçou que não tinha conhecimento específico de contratos com o Banco Master no momento da nomeação e que, até o momento, não há indícios de ilegalidade ou conflito de interesses por parte do ministro.
O caso segue sendo acompanhado por órgãos de controle e pelo Congresso Nacional, enquanto o governo sustenta que todas as informações foram prestadas de forma transparente e dentro das normas legais.
Fonte: Imprensa nacional / Governo Federal






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