Após alta da taxa do lixo, Adriane quer atualizar IPTU e valor do tributo deve “explodir” em 2027

por | jan 28, 2026 | Destaques, informes, NOTÍCIAS, política

Após o aumento da taxa do lixo, a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, sinaliza agora a intenção de atualizar a base de cálculo do IPTU, medida que pode provocar um salto expressivo no valor do imposto a partir de 2027. A movimentação acendeu o alerta entre contribuintes e vereadores, diante do impacto direto no bolso da população.

Atualmente, a Prefeitura trabalha com valores considerados defasados na planta genérica de valores, instrumento que define quanto vale cada imóvel para fins de tributação. A atualização, defendida pelo Executivo como necessária para “corrigir distorções”, tende a elevar significativamente o imposto, sobretudo em regiões que passaram por valorização imobiliária nos últimos anos.

Nos bastidores, a avaliação é de que a combinação entre taxa do lixo mais cara e um IPTU recalculado pode resultar em uma carga tributária considerada excessiva para famílias de baixa e média renda. Vereadores já admitem preocupação com o desgaste político da medida, especialmente em um cenário de dificuldades econômicas e reclamações recorrentes sobre serviços públicos básicos.

A prefeita tem sustentado que a revisão é uma exigência técnica e que a defasagem atual compromete a arrecadação e o planejamento da cidade. No entanto, críticos argumentam que a atualização não vem acompanhada de melhorias proporcionais em áreas como saúde, infraestrutura urbana e mobilidade, o que amplia a resistência popular.

Caso avance, a proposta deverá passar pela Câmara Municipal, onde promete gerar intenso debate. Parlamentares da oposição defendem que qualquer revisão do IPTU seja acompanhada de mecanismos de proteção social, como descontos, escalonamento ou isenções para famílias mais vulneráveis.

Com a sinalização feita agora, o cenário mais provável é que 2027 marque um forte aumento do IPTU em Campo Grande, consolidando um ciclo de elevação de tributos iniciado com a taxa do lixo e reacendendo o debate sobre o equilíbrio entre arrecadação, justiça fiscal e retorno em serviços à população.

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