Nesta quinta-feira (11), durante entrevista concedida na sessão ordinária da Câmara Municipal de Campo Grande, o vereador Dr. Lívio voltou a cobrar uma postura firme da Prefeitura diante do agravamento da crise no transporte público — intensificada pelo anúncio de greve dos motoristas do Consórcio Guaicurus.
O parlamentar lembrou que, desde agosto, a Câmara entregou à Prefeitura o relatório final da CPI do Transporte Coletivo, apresentando instrumentos legais e administrativos capazes de embasar ações imediatas do Executivo.
“Estamos alertando a Prefeitura desde agosto. Entregamos o relatório da CPI com todos os instrumentos necessários, mas, infelizmente, nada foi feito até agora”, afirmou.
Reuniões, interlocução e falta de posicionamento
Segundo Dr. Lívio, há cerca de 15 dias a prefeita reuniu a comissão responsável pelo acompanhamento do sistema para pedir apoio na interlocução com o Governo do Estado e com o próprio Consórcio, buscando alternativas de financiamento e contrapartidas.
“Estamos tentando intermediar essa agenda, mas isso não se resolve a curto prazo. O que cobramos da prefeita é posicionamento. A Prefeitura precisa agir e tratar a política de transporte com seriedade”, reforçou.
O vereador também apontou que os atrasos nos repasses — tanto do Estado para o município quanto da Prefeitura para o Consórcio — têm contribuído para o cenário de instabilidade. Ainda assim, ele avalia que o Consórcio possui condições de arcar com o pagamento do 13º salário dos motoristas.
Apoio aos trabalhadores e alerta de novo impasse
Em defesa dos profissionais do transporte, Dr. Lívio destacou:
“Estamos do lado do sindicato dos motoristas. Reconhecemos as dificuldades e o direito constitucional à reivindicação.”
Para ele, a falta de medidas efetivas abre caminho para que a crise se repita:
“Sem ação imediata, teremos outro indicativo de greve daqui a um mês. A Agereg e a Prefeitura precisam agir com firmeza.”
Intervenção descartada pela Prefeitura
O vereador afirmou também que vem articulando, junto ao Governo do Estado, apoio emergencial ao sistema. Porém, criticou novamente a ausência de decisões concretas por parte do Executivo municipal. Segundo ele, vereadores chegaram a questionar a prefeita sobre a possibilidade de intervenção no Consórcio Guaicurus.
“Perguntamos se havia intenção de intervenção. A prefeita foi enfática ao dizer que não, alegando que o município ‘não tem pernas para gerir o Consórcio’. Essa opção está descartada pelo Executivo”, relatou.
Impacto direto à população
Sobre a paralisação anunciada, Dr. Lívio alertou para o prejuízo à população de Campo Grande:
“Acredito que os motoristas estão sendo usados como massa de manobra para causar caos. Infelizmente, a população está refém da má-fé tanto do Consórcio quanto da Prefeitura.”
O vereador encerrou defendendo uma solução estruturada, imediata e definitiva para impedir que o transporte coletivo siga em colapso e penalizando os trabalhadores que dependem diariamente do serviço.









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